A derrota para o Flamengo na final da Libertadores, em Lima, quando o Palmeiras terminou a partida sem acertar um único chute na meta adversária, não alterou o plano da diretoria alviverde. Nos corredores da Academia de Futebol, a avaliação é de que o trabalho de Abel Ferreira segue sólido e que não há qualquer perspectiva de mudança na comissão técnica.
Pessoas próximas à presidente Leila Pereira relatam que, dentro da sequência de atuações irregulares no fim da temporada, o revés diante do Grêmio, no início da semana anterior à decisão continental, foi o episódio que mais irritou a mandatária — mesmo com o time escalado com reservas. Na ocasião, Leila aproveitou um evento da CBF para declarar que o Palmeiras “caiu por incompetência”, rebatendo a análise pública feita por Abel após a partida.
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Antes da final da Libertadores, longas conversas entre diretoria e comissão técnica ajudaram a restabelecer o foco do elenco. A percepção, na véspera do jogo, era de que o time poderia apresentar desempenho mais competitivo do que vinha mostrando no Brasileirão. O resultado negativo contra o Flamengo, porém, não mudou a convicção interna de que é preciso dar sequência ao projeto iniciado em 2020.
Contrato de Abel e ajustes no elenco
O clube aguarda com tranquilidade a assinatura de um novo contrato por parte de Abel, documento que está nas mãos do treinador há meses. Para 2025, a diretoria entende que o atual elenco mantém o Palmeiras em condições de brigar pelos principais títulos. Estão previstas correções pontuais, mas com investimento menor que o da última janela, considerada a mais cara da história alviverde.
A meta é preservar a base do grupo e realizar contratações específicas que se encaixem no modelo de jogo em processo de amadurecimento. A cúpula palmeirense afirma que interromper o ciclo de trabalho seria um erro estratégico e que a estabilidade é fundamental para voltar a disputar troféus de forma consistente na próxima temporada.
