No Nubank Parque, o Verdão ficou no 1 a 1 com o Cerro Porteño e agora precisa vencer em Assunção para avançar sem pênaltis. Abel Ferreira elogiou a equipe, contestou o cartão de Andreas Pereira e defendeu Carlos Miguel.
O Palmeiras empatou com o Cerro Porteño por 1 a 1, no Nubank Parque, no primeiro jogo das oitavas de final da Conmebol Libertadores. Com o resultado, o time brasileiro precisará vencer em Assunção, no Paraguai, para garantir a classificação às quartas de final sem a necessidade de pênaltis.
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O técnico Abel Ferreira avaliou positivamente a atuação da equipe, mas destacou a falta de eficácia nas finalizações. Ele também classificou como rigorosa a expulsão de Andreas Pereira e saiu em defesa do goleiro Carlos Miguel, que falhou no gol de empate do adversário.
“Acho que fizemos um belíssimo jogo. Tendo em conta o adversário e todos os agarrões que o árbitro permitiu, a expulsão foi muito rigorosa se comparada à entrada em Roque na primeira parte, que nem na bola toca”, disse Abel.
O Palmeiras abriu o placar com Flaco López aos 36 minutos do segundo tempo, mesmo com um jogador a menos, mas sofreu o empate nos acréscimos, em lance com participação de Carlos Miguel, que poderia ter evitado o gol.
“Fosse qual fosse o resultado, tínhamos todas as condições de ganhar, mesmo com um a menos. E não devíamos ter tomado aquele último gol. Mas parece que vivemos num futebol onde não há humanos. Onde há humanos, há erros. E quem errou ou falhou, não há ninguém no mundo que queira acertar mais. A responsabilidade máxima é minha”, afirmou o treinador.
Abel também falou sobre a busca de soluções para a falta de eficácia e lembrou que a equipe ainda tem 90 minutos para alcançar a classificação. “Calma aos jogadores e à torcida. Temos mais 90 minutos contra o nosso adversário para atingir o objetivo que queremos”, concluiu.
Sobre os tropeços em casa, o técnico observou que o Palmeiras tem aproveitamento melhor que o de outros clubes no Brasileirão e que a equipe está focada em melhorar a eficácia. “O caminho é este, mesmo com tropeços em casa”, destacou.
O treinador ainda se manifestou sobre o protesto da torcida e ressaltou a importância do apoio nos momentos difíceis. “Se a torcida fizer o papel dela como hoje, e sentimos a energia, no fim o torcedor tem todo o direito e o meu respeito para se manifestar”, finalizou.
Com o empate na ida, o Palmeiras tenta reverter a situação na partida de volta para seguir vivo na competição.

