Esteban Ocon, piloto da Haas, afirmou nesta sexta-feira (6) que está enfrentando uma avalanche de dados para compreender os novos carros da Fórmula 1, introduzidos pela regulamentação de 2026. Mesmo após nove dias completos de testes em Barcelona e no Bahrein — período em que registrou a terceira maior quilometragem do grid —, o francês admite que ainda precisa absorver diversos detalhes técnicos.
O primeiro dia de atividades oficiais para o Grande Prêmio da Austrália, abertura da temporada, expôs a complexidade do novo pacote técnico. Ocon terminou as duas sessões livres em 10º e 11º lugares, respectivamente, mas destacou a dificuldade em lidar com tantas variáveis. “Há muita coisa acontecendo; minha cabeça está prestes a explodir com tanta informação”, declarou.
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Equilíbrio e gerenciamento de energia
Entre as principais novidades está o sistema de gerenciamento de energia, considerado decisivo tanto para classificação quanto para corrida. Segundo Ocon, a Haas já identificou que o carro apresenta um equilíbrio razoável, embora ainda existam pontos de instabilidade. “Se estivéssemos com o modelo do ano passado, seria muito mais complicado”, comparou.
O francês ressaltou que, apesar da ênfase no uso de energia, aspectos tradicionais continuam essenciais. “Não podemos esquecer o básico: sentir conforto no cockpit e extrair a melhor aderência dos pneus”, observou.
Expectativa contida
Em 2025, a Haas sofreu com o desempenho do VF-25 logo no início do campeonato. O início promissor deste ano, entretanto, não faz Ocon baixar a guarda. “Ainda é sexta-feira, condições perfeitas de pista. Precisamos esperar por mais corridas para entender onde realmente estamos”, concluiu.


