O Nubank firmou contrato de naming rights com o Palmeiras e a WTorre para rebatizar o Allianz Parque entre 2026 e 2034. Pelo acordo, o banco digital pagará aproximadamente US$ 10 milhões por temporada, valor que corresponde a cerca de R$ 51 milhões na cotação atual.
Desafio de reposicionar a marca
Para Fábio Wolff, sócio-diretor da Wolff Sports & Marketing, a mudança exigirá uma estratégia robusta de comunicação. Ele lembra que o nome Allianz Parque ganhou força antes mesmo da abertura do estádio, em 2014, e se popularizou rapidamente. Na avaliação do executivo, a transição não ocorrerá de maneira simples nem imediata, exigindo ações consistentes para evitar desperdício de recursos.
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Renê Salviano, CEO da Heatmap, concorda que a adesão ao novo nome tende a ser lenta. O especialista defende um calendário contínuo de ativações de marketing para acelerar a associação do público ao estádio rebatizado.
Valores superam contrato anterior
O novo entendimento praticamente dobra a receita anual que o Palmeiras recebia com a seguradora alemã. O acerto firmado em 2013 previa pagamento de R$ 15 milhões por ano; corrigido pelo IPCA, o montante chegava hoje a cerca de R$ 25 milhões. A partir de 2026, o clube e a construtora WTorre receberão pouco mais de R$ 50 milhões anuais.
Wolff destaca que o valor atualizado está mais alinhado à relevância da arena, considerada uma das que mais registram público no futebol e em eventos de entretenimento. Ele observa, contudo, que o montante ainda fica abaixo de acordos internacionais, como o firmado em 2023 pelo Bayern de Munique: a Allianz pagará 130 milhões de euros para manter seu nome no estádio alemão até 2033, média de 13 milhões de euros por temporada.


