O Santos apresenta nesta quinta-feira, em Sessão Extraordinária do Conselho Deliberativo, a minuta que propõe mudanças no Estatuto Social do clube. O documento, com 87 páginas, estabelece novas regras para a criação de uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF), modifica a estrutura de gestão e redefine o calendário eleitoral.
SAF passa a ter capítulo próprio
A possibilidade de transformar o clube em SAF ganha um capítulo exclusivo. A autorização para a chamada “Operação Societária” caberá à Diretoria Executiva, que deverá encaminhar ao presidente do Conselho Deliberativo um dossiê com descrição detalhada, parecer de especialista independente e justificativa da relevância da operação.
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Se o Conselho aprovar integralmente a proposta em reunião extraordinária, o tema seguirá para a Assembleia Geral Extraordinária. A implementação ocorrerá caso a maioria dos associados presentes vote a favor.
O texto também reduz a participação mínima obrigatória do Santos no capital votante da eventual SAF: de 51% para 10% das ações ou cotas.
Fim do Comitê de Gestão e criação da Diretoria Executiva
O atual Comitê de Gestão deixa de existir no novo Estatuto. Em seu lugar surge a Diretoria Executiva, formada por presidente, vice-presidente e diretores executivos de Futebol, Administrativo-Financeiro, Marketing e Comunicação, Operações e Jurídico.
Atualmente, o Comitê de Gestão é composto por presidente, vice e até sete membros eleitos junto com o mandatário. Hoje integram o órgão Marcelo Teixeira (presidente), Fernando Bonavides (vice), Luiz Roberto Colombo Barbosa e Daniel Pereira Alves.
Novas regras eleitorais
O Estatuto estabelece que a próxima eleição ocorra no terceiro sábado ou domingo de outubro de 2026. A partir daí, o pleito ficará fixado sempre para o mesmo período do mês de outubro.
Serão escolhidos 100 conselheiros titulares e 30 suplentes, todos com mandato de três anos e possibilidade de reeleição. A proposta representa redução no número de conselheiros.
Para disputar a presidência do clube, o candidato deverá comprovar pelo menos três mandatos completos no Conselho Deliberativo, exceto nos casos de afastamento para atuar, sem remuneração, em cargos da Diretoria Executiva pelo mesmo prazo do mandato no Conselho.
As mudanças serão discutidas pelos conselheiros durante a sessão extraordinária desta quinta-feira.


