A seleção da Noruega confirmou presença na Copa do Mundo ao derrotar a Itália por 4 a 1, em Milão, e concluiu a fase europeia de classificação com oito vitórias em oito partidas. O resultado marca o retorno norueguês ao Mundial, algo que não acontecia desde 1998.
Haaland decisivo
Principal nome do time, Erling Haaland balançou as redes 16 vezes nas Eliminatórias e atingiu 55 gols em 48 jogos pela seleção principal. O atacante, hoje no Manchester City, liderou o ataque que ainda contou com Alexander Sorloth, enquanto Martin Odegaard comandou o meio-campo.
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Campanha perfeita
Além da goleada no San Siro, a Noruega já havia vencido os italianos por 3 a 0 em Oslo. A campanha invicta coloca o país ao lado de Espanha e Inglaterra como os únicos com 100% de aproveitamento na disputa continental.
Projeto de longo prazo
O desempenho atual é resultado de uma reformulação iniciada em 2010. A federação local investiu em gramados artificiais, criou centros de excelência para atletas de 12 a 16 anos e financiou programas de formação de treinadores. Com maior oferta de campos públicos, o futebol de base se expandiu até pequenas comunidades.
Os clubes também passaram a priorizar jogadores formados no país. Desse ambiente surgiram talentos como Antonio Nusa, de 20 anos, hoje no RB Leipzig, e Patrick Berg, capitão do Bodø/Glimt, equipe que alcançou a semifinal da Liga Europa na temporada passada.
Comando de Solbakken
O ex-meio-campista Ståle Solbakken, integrante do elenco na Copa de 1998, assumiu a seleção em dezembro de 2020. Ele sobreviveu a um ataque cardíaco sofrido aos 33 anos, experiência que reforçou seu discurso de comprometimento aos atletas. Antes do jogo em Milão, o treinador lembrou a presença da família real e de 7 mil torcedores noruegueses no estádio para motivar o grupo.
Com a vitória, a Itália terá de disputar a repescagem, enquanto a Noruega estreia na próxima Copa do Mundo embalada por uma geração com forte apoio estrutural e um dos atacantes mais produtivos do futebol atual.
