Zandvoort se despediu do calendário com um GP surpreendente e cheio de ação. Norris fez uma das melhores corridas da carreira, mantendo hegemonia dos poles. Mercedes barrou duelo entre Antonelli e Russell.
A despedida de Zandvoort do calendário da F1 foi em grande estilo. O GP da Holanda foi bastante movimentado, bem mais do que se imaginava pela característica do traçado, que é estreito e dificulta ultrapassagens.
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Lando Norris venceu a prova e manteve a sequência de que o pole position sempre vence nesta pista desde o retorno do circuito ao Mundial, em 2021. A vitória, porém, não foi um simples passeio: Norris realizou uma das melhores corridas de sua carreira, exibindo rendimento de alto nível durante todo o fim de semana.
“passeio de domingo”
O desempenho do piloto da McLaren ganhou ainda mais peso diante da comparação com seu companheiro Oscar Piastri. O australiano, vencedor em Zandvoort em 2025, tem feito boa frente em outras etapas, mas nas últimas provas tem ficado mais atrás nos resultados — reflexo também do equilíbrio entre McLaren, Mercedes e Ferrari nesta fase da temporada.
A Mercedes, que começou o ano com vantagem técnica e permitiu a Kimi Antonelli abrir boa margem no campeonato, viu as duas vitórias seguidas de Norris reduzirem a certeza de que seria a única candidata ao título de 2026. Com o resultado, Norris sobe no campeonato e passa a acreditar que o título é possível, embora diga concentrar-se em cada fim de semana.
O líder do Mundial, Kimi Antonelli, terminou em segundo lugar no GP da Holanda. Fez boas ultrapassagens ao longo da prova e ampliou vantagem na classificação para Lewis Hamilton e George Russell, ambos 59 pontos atrás na tabela.
Nas voltas finais, uma ordem de equipe da Mercedes impediu um duelo direto entre os dois pilotos da casa. Toto Wolff justificou a medida após a corrida como uma decisão sensata e prevista em protocolo interno da equipe. Antonelli já havia passado Russell na pista e chegou a ficar atrás por uma questão de estratégia; com pneus mais novos, teria condição de reassumir posição, mas a equipe optou pela contenção para preservar pontos na briga pelo título.
“1 a 0”
Para Monza, o calendário reserva novo desafio: Antonelli irá trocar de unidade de potência e, com isso, perderá dez posições no grid, o que pode reabrir cenários de disputa e estratégia. A corrida em casa da Ferrari promete ajustes e possibilidades, enquanto a McLaren busca emendar sua terceira vitória na temporada.
O domingo em Zandvoort foi difícil para a Ferrari, e Lewis Hamilton questionou a estratégia do time durante a prova. Max Verstappen sofreu uma batida forte no início da corrida, comprometendo sua participação e frustrando a torcida local. Gabriel Bortoleto também teve um dia de frustrações: após destaque nas sessões classificatórias — nono na corrida sprint e no grid da prova de hoje —, enfrentou perda de rendimento no carro e rodou 360 graus no começo, situação que impediu uma corrida de recuperação.
Mesmo com problemas, a zona de pontuação esteve ao alcance: Nico Hülkenberg avançou e terminou em oitavo largando de posições atrás, e Fernando Alonso pontuou com a Aston Martin, evidenciando evolução da equipe nos GPs recentes. Agora as atenções se voltam para Monza, onde estratégias, trocas de equipamentos e desempenho em reta longa poderão alterar a dinâmica do campeonato.



