A japonesa Naomi Osaka afirmou que a Associação de Tênis Feminino (WTA) não cumpre as promessas feitas às atletas que retornam às quadras depois da maternidade. Em entrevista recente ao Financial Times, a ex-número 1 do mundo relatou dificuldades enfrentadas desde que voltou a competir, em 2023.
“Em algumas situações, senti que a WTA não deu às mães o benefício da dúvida para priorizar o bem-estar delas. Talvez falte compreensão dos desafios reais de voltar a jogar após a gravidez”, declarou a jogadora de 24 anos, atualmente 14ª colocada no ranking.
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Osaka tornou-se mãe em julho de 2023. Segundo a atleta, mesmo com divulgações públicas de apoio às mães, a entidade não oferece o suporte necessário nos bastidores. “A WTA pode se promover de um jeito, mas suas ações privadas não correspondem”, afirmou.
A tenista citou casos específicos em que buscava ritmo antes de grandes competições e, segundo ela, não teve facilidades para entrar em determinados torneios. “Percebi como a estrutura de cada evento influencia o retorno. Só no ano passado entendi o quão difícil pode ser competir novamente após a gravidez”, disse.
As experiências de Osaka serão mostradas em um documentário que aborda as dificuldades de conciliar maternidade e carreira profissional no tênis. A produção, segundo a japonesa, funciona como “uma carta de amor” à filha Shai e pretende inspirar outras mães.


