O Nacional ergueu neste domingo (30) a sua 50ª taça do Campeonato Uruguaio ao superar o arquirrival Peñarol e, ainda no gramado, dedicou a conquista ao zagueiro Juan Izquierdo, morto em agosto de 2024 após passar mal em partida contra o São Paulo pela Libertadores.
Como foi a decisão
Depois do empate por 2 a 2 na ida, o confronto de volta terminou 0 a 0 no tempo regulamentar. A seis minutos do fim da prorrogação, o atacante nigeriano Christian Ebere balançou a rede e definiu o título para o clube alvirrubro.
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Homenagem no gramado
Logo após o apito final, jogadores e comissão técnica estenderam uma bandeira com a imagem de Izquierdo. A família do defensor — esposa, filha e filho — participou da festa; a menina foi erguida pelo autor do gol decisivo, enquanto o garoto segurava uma foto do pai. Foi o primeiro troféu do Nacional desde a morte do atleta.
Relembre o caso Izquierdo
Com 27 anos, Juan Izquierdo desabou no gramado do Morumbis em 6 de agosto de 2024, pelas oitavas de final da Libertadores. Levado ao Hospital Albert Einstein, ficou cinco dias internado e teve morte encefálica confirmada após parada cardiorrespiratória provocada por arritmia. Naquela ocasião, o São Paulo venceu por 2 a 0 e avançou às quartas de final.
Técnico brasileiro e elenco experiente
O título marca o início vitorioso de Jadson Vieira, treinador gaúcho de 44 anos que assumiu há pouco mais de um mês e soma apenas quatro partidas à frente da equipe — duas no Clausura e as duas finais. Ex-zagueiro com passagem pelo Vasco (2010-2011), ele iniciou a carreira fora dos gramados no próprio Nacional e trabalhou em Talleres, Internacional, Vélez Sarsfield e Boston River antes de retornar a Montevidéu como técnico principal.
O plantel campeão reúne jogadores conhecidos do futebol brasileiro e europeu, como o zagueiro Sebastián Coates (ex-Liverpool e Sporting), os meias Nicolás Lodeiro (ex-Botafogo e Corinthians) e Rómulo Otero (ex-Atlético-MG, Corinthians, Fortaleza e Santos), além dos atacantes Nico López (ex-Internacional) e Gonzalo Carneiro (ex-São Paulo).
Embora alcance o 50º troféu nacional, o Nacional segue atrás do Peñarol, que soma 52 títulos uruguaios.


