No complexo esportivo que recebe as disputas dos Jogos da Juventude 2025, em Brasília, um museu montado pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB) aproxima jovens atletas da história olímpica do país. Uniformes, equipamentos e outros objetos utilizados por medalhistas do passado estão expostos ao lado das arenas de competição, criando um elo entre gerações.
Entre as peças, chamam atenção a camisa vestida por Hortência na conquista da prata em Atlanta-1996, o uniforme do campeão de vôlei de praia Emanuel, o collant que Jade Barbosa usou no bronze por equipes na ginástica artística em Paris-2024, além do skate e do par de tênis de Rayssa Leal, também bronze na mesma edição. O acervo inclui ainda o traje de Jackie Silva, primeira mulher brasileira a ganhar ouro olímpico, em 1996.
📖 Leia Também
Para a adolescente Ana Carolina Gomes, de 15 anos, a exposição reforça a confiança antes das provas de 100, 200 e 400 m rasos. Depois de nove horas de viagem, a representante de Roraima encontrou inspiração ao ver de perto a camisa de Hortência. “Ver tudo isso faz acreditar que um dia posso chegar lá”, disse a atleta, integrante do projeto Filhos do Rio Roraima, criado pelo professor Petrônio da Silva para levar esporte e inclusão à comunidade ribeirinha de Caracaraí.
“O esporte é uma oportunidade de transformar realidades. Trazer esses meninos para conhecer um pedaço da história olímpica brasileira fortalece esse objetivo”, afirmou o treinador.
Segundo a diretora dos Jogos da Juventude 2025, Manoela Penna, a mostra amplia o reconhecimento a ídolos pouco conhecidos pela nova geração. “É uma forma de preservar e compartilhar nossa trajetória. Quando Emanuel esteve aqui, os jovens se viram diante de um grande atleta e compreenderam o tamanho de sua história”, relatou.
As peças exibidas integram um catálogo de mais de 8 mil itens armazenados na sede do Time Brasil, no Rio de Janeiro. Uma equipe de museólogos cuida da catalogação e conservação dentro da política permanente do COB de valorizar a memória esportiva nacional.


