O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) abriu um segundo inquérito, desta vez na esfera civil, para investigar possíveis desvios de recursos, gestão temerária e outras irregularidades no São Paulo Futebol Clube. O procedimento, que corre paralelamente às apurações criminais conduzidas pela Polícia Civil e pelo braço criminal do próprio MP, está sob responsabilidade da Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social da Capital.
Entre as primeiras medidas, o órgão deu prazo de 30 dias para que o coordenador técnico Muricy Ramalho, o gerente executivo de futebol Rui Costa e o superintendente e CEO Marcio Carlomagno prestem esclarecimentos sobre supostos “pagamentos indevidos a dirigentes” e eventuais conflitos de interesses envolvendo empresas terceirizadas, com possível desvio de valores das contas bancárias do clube.
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Temas sob investigação
Além dos depósitos questionados, o inquérito civil examinará:
- o fundo de investimentos destinado às categorias de base em Cotia;
- a denúncia de venda clandestina de camarote no Morumbi;
- a possível ligação do filho do presidente Julio Casares com empresários que atuam na base tricolor;
- a prescrição de canetas emagrecedoras a jogadores do elenco.
Lista de pessoas e entidades oficiadas
Foram oficiados pelo MP-SP:
Do São Paulo FC: presidente Julio Casares; diretor executivo de finanças Sérgio Pimenta; diretor de compliance Roberto Armelin; diretor social Antonio Donizeti Gonçalves; presidente do conselho fiscal Pedro Sansão Leite; presidente do conselho deliberativo Olten Ayres de Abreu Júnior; ex-diretor de futebol Carlos Belmonte; diretor afastado Douglas Schwartzmann; diretora afastada Mara Casares; o responsável pela coordenação do departamento médico (ainda não nomeado) e um representante do departamento jurídico.
De fora do clube: Julio Casares Filho; o agente de atletas Aref Abdulatif; a Junta Comercial de São Paulo; representantes da Galápagos Capital; Adriana Prado e Carolina Cassemiro (citadas no caso do camarote); a Osten Group e a ex-funcionária Erika Amigo; Leandro Safatle, diretor-presidente da Anvisa; o médico Eduardo Rauen; Silvia Grecco, da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência; Samir Xaud, presidente da CBF; e Reinaldo Carneiro Bastos, presidente da FPF.
A investigação foi registrada com a ementa “Prestação de contas insuficiente ou irregular”. Na esfera cível, o MP busca apurar responsabilidades e, se houver comprovação de ilícitos, requerer o ressarcimento dos valores supostamente desviados.


