Miguel Ángel Russo, treinador argentino do Boca Juniors, morreu nesta quarta-feira (8) aos 69 anos, em sua residência, em decorrência de complicações provocadas por um câncer de próstata. A informação foi divulgada pelo jornal argentino Clarín e confirmada posteriormente pelo clube xeneize.
Em nota publicada nas redes sociais, o Boca destacou que o técnico deixa “uma marca indelével” na instituição e será lembrado pela alegria, cordialidade e empenho demonstrados ao longo das três passagens pela equipe.
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Estado de saúde
Russo havia sido internado na segunda-feira com “prognóstico reservado”, de acordo com comunicado do próprio Boca Juniors, após faltar aos compromissos mais recentes da equipe. O comando do time vinha sendo exercido pelos auxiliares Claudio Úbeda e Juvenal Rodríguez.
No domingo anterior à morte, a dupla dirigiu a goleada por 5 a 0 sobre o Newell’s Old Boys pelo Torneio Clausura. Após a partida, Úbeda afirmou que o resultado era dedicado a Russo, enquanto o capitão Leandro Paredes desejou força ao treinador.
Conquistas com o Boca
O argentino foi o último técnico a conduzir o Boca Juniors a um título da Copa Libertadores, em 2007, quando a equipe superou o Grêmio nas duas partidas da decisão e ergueu a taça pela sexta vez. Na segunda passagem pelo clube, somou o Campeonato Argentino de 2019/20 e a Copa da Liga Profissional de 2020.
Contratado em junho para iniciar a terceira etapa à frente do time portenho, Russo não conseguiu evitar a eliminação do Boca ainda na fase de grupos do Mundial de Clubes.
Trajetória em outros clubes
Além do Boca, levantou troféus com Vélez Sarsfield, Rosario Central, Lanús, Estudiantes e Millonarios, da Colômbia. Como jogador, defendeu apenas o Estudiantes, atuando no meio-campo, e chegou a vestir a camisa da seleção argentina. Considerado um dos atletas preferidos de Carlos Bilardo, acabou cortado da lista final para a Copa do Mundo de 1986.
Luta contra o câncer
Russo recebeu o diagnóstico de câncer de próstata em 2017. Em janeiro de 2018, enquanto comandava o Millonarios, passou por cirurgia para tratar tumores na bexiga e na próstata. Desde então, alternava períodos de tratamento e trabalho. Em agosto, durante jogo contra o Aldosivi, imagens do técnico abatido no banco de reservas geraram preocupação. No fim de setembro, ele voltou a ser internado para exames, mas havia previsão de retorno às atividades.
Com a morte de Miguel Ángel Russo, o futebol argentino perde um dos treinadores mais vitoriosos de sua geração.


