Jorge Horácio Messi, figura central na gestão da carreira de Lionel, faleceu na sexta; causa não divulgada. Como agente e conselheiro, ganhou destaque após a estreia da Argentina na Copa, quando Lionel se emocionou.
Por trás de toda grande estrela, existe alguém que pavimenta o caminho para que ela chegue ao sucesso. No caso de Lionel Messi, um dos principais responsáveis por essa trajetória foi Jorge Horácio Messi, seu pai. Jorge, que atuou como agente, mentor, gestor de negócios e conselheiro do gênio argentino, faleceu aos 68 anos na noite de sexta-feira, embora a causa da morte não tenha sido divulgada.
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O nome de Jorge ganhou notoriedade na mídia após a estreia da Argentina na Copa do Mundo, que ocorreu no dia 17 de junho. Na vitória de 3 a 0 sobre a Argélia, Lionel Messi emocionou-se ao marcar seu primeiro gol, com lágrimas nos olhos, em razão da condição de saúde de seu pai, que estava internado em Buenos Aires e não pôde viajar para acompanhar o Mundial.
“O que me orgulha é quem o Leo é como pessoa. Claro que, como ele triunfou no futebol, estamos orgulhosos dele, mas o que mais importa é que ele é uma boa pessoa. O sucesso dele em outras áreas é consequência de quem ele é”, afirmou Jorge em uma entrevista.
Jorge Messi nasceu em 1958 em Las Heras, um bairro modesto de Rosário, a cerca de 300 km de Buenos Aires. Trabalhou como supervisor em uma siderúrgica, profissão que o levou a conhecer sua esposa, Celia Cuccittini, com quem se casou em 1978 e teve quatro filhos. Desde cedo, o futebol fez parte do cotidiano da família Messi, com Jorge treinando Lionel no Abanderado Grandoli, o pequeno clube onde o craque deu seus primeiros passos na carreira.
“Aos quatro anos, já notávamos que ele era diferente. Ele fazia dribles e mantinha a bola equilibrada na ponta da chuteira, não conseguíamos acreditar”, recordou Jorge em 2003. Contudo, a trajetória de Lionel enfrentou desafios significativos quando foi diagnosticado com uma deficiência de hormônio do crescimento, cujo tratamento custava cerca de 900 dólares por mês.
Sem condições financeiras para arcar com os custos, Jorge buscou alternativas. Após negociações com clubes como Newell’s Old Boys e River Plate, que não aceitaram bancar o tratamento do filho, a família decidiu se mudar para a Catalunha, onde Jorge acreditava que Lionel teria melhores oportunidades no Barcelona.
O clube catalão hesitava em contratá-lo devido aos custos do tratamento e à incerteza sobre o desempenho do jovem. Porém, após um almoço decisivo com Carles Rexach, diretor esportivo do Barcelona, Jorge firmou o primeiro contrato de Lionel, que ficou registrado em um guardanapo e, em 2024, foi vendido por R$ 4,9 milhões.
Jorge também desempenhou um papel essencial na seleção argentina, garantindo que Lionel defendesse seu país natal, mesmo com o interesse da Espanha em convocá-lo. Ele editou um vídeo com lances do filho e enviou para Hugo Tocalli, treinador da seleção juvenil argentina, além de manter contato com a AFA para assegurar a convocação de Lionel.
Com o passar dos anos, Lionel Messi se tornou uma estrela global, e Jorge assumiu a responsabilidade de gerir sua marca e negociar contratos, sempre mantendo um perfil discreto e evitando aparições na mídia. O legado de Jorge Messi, além de ser fundamental na carreira de Lionel, permanece como um exemplo de dedicação e amor paternal.



