Na terceira partida seguida como titular, Millán teve atuação segura contra o Platense pela Libertadores. Foi sua primeira sequência após poucas chances com Zubeldía e uma lesão pós-Copa.
Millán acirrou a disputa pela titularidade na zaga do Fluminense ao manter sequência de atuações consistentes. Na última terça-feira, contra o Platense, pelo jogo de ida das quartas de final da Libertadores, o zagueiro colombiano chegou ao terceiro jogo seguido como titular e fez mais uma boa partida, despontando na briga por uma vaga entre os 11 iniciais.
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Essa foi a primeira sequência que Millán teve como titular da equipe tricolor. O defensor teve poucas oportunidades com Zubeldía e, após a Copa, sofreu uma lesão na primeira partida do Fluminense, contra o Bragantino. Desde que Marcão assumiu o comando do time, porém, Millán passou a ter mais minutos: entrou em cinco dos seis jogos do Flu e foi titular em três deles.
Antes da boa fase de Millán, a dupla titular vinha sendo formada por Ignácio e Thiago Silva. Com o acúmulo de lesões entre os defensores do elenco, Ignácio agarrou a oportunidade e assumiu a vaga ao lado do capitão. Com a ausência de um dos zagueiros em algumas partidas, como no clássico contra o Vasco e nas partidas da Libertadores, Millán voltou a ganhar oportunidades e respondeu positivamente quando foi acionado.
Na partida contra o Platense, Millán fez sua primeira partida completa ao lado de Thiago Silva e ressaltou a importância da parceria com o capitão, destacando a experiência do defensor veterano e a necessidade de aprender com ele.
“Obviamente é um privilégio ter o Thiago como companheiro. Tenho que escutar a ele sempre porque sabemos da importância e do quão importante é para Fluminense. Tenho que aprender muito. É muito importante. Sempre o segui onde esteve, na seleção brasileira, onde jogou na Europa e agora é um privilégio tê-lo como companheiro.”
Além do desempenho em campo, características específicas do jogo de Millán reforçaram sua presença na disputa por vaga. O Fluminense teve dificuldades na bola aérea defensiva em momentos recentes, problema em que o colombiano passou a se destacar. No clássico contra o Vasco, por exemplo, Millán somou 12 cortes de bolas cruzadas na direção da área tricolor e foi apontado como responsável direto pela vitória por 1 a 0.
Outro aspecto valorizado foi a saída de bola. Na ausência de Thiago Silva em algumas partidas, Millán ficou encarregado do primeiro passe na linha defensiva. Mesmo ao lado do capitão contra o Platense, o zagueiro foi bastante participativo na construção desde trás. O fato de ser canhoto e atuar pelo lado esquerdo também facilita a dinâmica da defesa; sem ele, o Fluminense tende a jogar com dois zagueiros destros.
Questionado sobre a possibilidade de assumir a titularidade, Millán foi sucinto e se colocou à disposição do clube e da comissão técnica.
“Estou pronto. Sempre à disposição para fazer as coisas da melhor maneira para o clube, e aí o professor decide.”
A disputa pela vaga permanece aberta: Millán ampliou seu argumento com atuações seguidas e números defensivos relevantes, mas a escolha final ficará a cargo da comissão técnica, que terá de considerar histórico, lesões e o equilíbrio do setor defensivo para os próximos confrontos do clube.



