São Paulo, SP, 19 – Lionel Messi escreveu neste domingo o último capítulo de sua trajetória em Copas do Mundo. A Argentina foi derrotada pela Espanha na final e terminou como vice-campeã, encerrando a participação do camisa 10, que se despede dos Mundiais como o segundo maior artilheiro da história da competição, com 21 gols, consolidando-se entre os maiores jogadores de todos os tempos.
Após conquistar o título da Copa do Mundo de 2022, no Catar, muitos acreditavam que Messi teria uma participação mais discreta na edição deste ano. No entanto, o roteiro foi bem diferente. Logo na estreia, o camisa 10 fez os três gols na vitória por 3 a 0 contra a Argélia, mostrando que ainda seria protagonista.
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Na rodada seguinte, apesar de ter desperdiçado um pênalti, ele voltou a decidir ao marcar duas vezes na vitória sobre a Áustria. Com esses gols, superou Miroslav Klose e assumiu, de forma isolada, a artilharia histórica das Copas do Mundo. Frente à Jordânia, começou no banco de reservas, mas entrou no segundo tempo e balançou as redes em cobrança de falta.
Dias após completar 39 anos, Messi voltou a ser decisivo em um mata-mata. Na vitória por 3 a 2 sobre Cabo Verde, permaneceu em campo durante os 120 minutos, além dos acréscimos, e marcou o primeiro gol da Argentina. Nas quartas de final, comandou a reação diante do Egito ao marcar um e dar uma assistência no triunfo por 3 a 2.
Contra a Suíça, Messi bateu escanteio e deu assistência para MacAllister abrir o placar. A equipe europeia empatou, mas na prorrogação, Julián Álvarez e Lautaro Martínez garantiram a classificação da seleção sul-americana. Na semifinal, diante da Inglaterra, a Albiceleste novamente contou com o camisa 10 para virar o jogo, já que ele foi garçom para Enzo Fernández e Lautaro Martínez.
Camisa 10 fez a última partida em Mundiais.
Você pode gostarPatrocinado · MGIDNa grande decisão, entretanto, Messi teve uma atuação abaixo do esperado e pouco pegou na bola. A Argentina, apática, foi completamente dominada pela Espanha e praticamente não ameaçou a meta defendida pelo adversário. A Fúria finalizou muito mais e conseguiu marcar na prorrogação com Ferrán Torres, conquistando a Copa do Mundo pela segunda vez.
O sucesso de Messi em Mundiais demorou para se consolidar. A conquista em 2022 fechou qualquer debate sobre sua trajetória pela seleção, rendendo-lhe o único grande troféu que faltava em sua carreira. Na campanha do Catar, apresentou uma versão mais intensa e combativa, bem diferente da postura introspectiva que foi alvo de críticas durante anos na Argentina, sendo eleito o melhor jogador do torneio.
O desfecho poderia ter sido diferente oito anos antes. Em 2014, no Brasil, Messi também foi eleito o melhor jogador da Copa e conduziu a Argentina à decisão, com atuações decisivas, como os gols contra Nigéria e Irã. Porém, na final diante da Alemanha, ele criou boas oportunidades para os companheiros, que falharam, e ainda teve chance clara para marcar, mas finalizou para fora. O título acabou ficando com os alemães.
Outras duas Copas também marcaram a trajetória de Messi. Em 2018, na Rússia, sua atuação ficou abaixo do esperado, encerrando a campanha com a derrota por 4 a 3 para a França, embora o gol contra a Nigéria tenha sido um dos mais bonitos da edição. Já em 2010, na África do Sul, ele chegou como principal estrela da equipe, mas não marcou nenhum gol e viu a Argentina ser goleada por 4 a 0 pela Alemanha.



