A Mercedes entrou com pedido de revisão do GP de Mônaco após a Alpine recuperar o pódio de Gasly. A equipe alemã questiona o resultado oficial da prova disputada em junho.
A Mercedes apresentou um pedido de revisão do resultado do GP de Mônaco, realizado no dia 7 de junho, à Federação Internacional de Automobilismo (FIA). A solicitação ocorre após Pierre Gasly, piloto da Alpine, ter conseguido reaver seu pódio em uma revisão anterior.
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No GP de Mônaco, Gasly cruzou a linha de chegada em terceiro lugar, mas recebeu uma penalização de dez segundos por excesso de velocidade no pit lane, caindo para a sétima posição e, consequentemente, ficando de fora da cerimônia do pódio. Contudo, a FIA aceitou o pedido de revisão da Alpine, uma vez que a Formula One Management (FOM) apresentou evidências de imprecisões nos métodos de verificação das velocidades no pit lane.
Na última sexta-feira (12), a FIA decidiu suspender as punições aplicadas a Gasly, devolvendo-o ao pódio, ao invés de Isack Hadjar, da Red Bull. A reavaliação dos dados, utilizando as novas informações, indicou que a penalidade imposta ao piloto francês foi equivocada. Apesar de Gasly ter enfrentado a penalização, a FIA não confirmou que ele estava abaixo do limite de 60 km/h, estabelecido para o pit lane.
O piloto George Russell, da Mercedes, também foi penalizado durante a corrida em Monte Carlo. Russell, que havia recebido uma punição de tempo, entrou nos boxes para a troca de pneus durante um safety car. No entanto, a equipe não cumpriu a penalidade de cinco segundos, resultando em um drive through penalty, onde o piloto foi obrigado a passar novamente pelos boxes. Essa penalização fez com que ele caísse da terceira para a 12ª posição, finalizando a corrida fora da zona de pontuação.
Além disso, a vitória de seu companheiro de equipe Kimi Antonelli ampliou a vantagem na disputa pelo título. A revisão da punição de Gasly estabeleceu que, para que um pedido de revisão fosse aceito, era necessário apresentar novos elementos que não estavam disponíveis anteriormente. A FOM forneceu informações sobre a imprecisão no método de verificação apenas três dias após a corrida, o que possibilitou a reanálise do caso.
A Mercedes, ao argumentar em favor de Russell, sustenta que a imprecisão da FOM e a decisão favorável a Gasly são novas evidências que justificam uma revisão. O chefe de equipe, Toto Wolff, expressou ceticismo quanto ao sucesso do pedido, mas decidiu avançar com a solicitação. “Para ser sincero, não sei se esse é um desfecho realista, porque você pode abrir uma caixa de pandora”, disse Wolff à “Sky Sports”.
Ele ainda acrescentou que normalmente, em casos de drive through penalty não cumpridos, são adicionados 20 segundos ao tempo final do piloto, o que colocaria Russell em quarto lugar. Entretanto, o chefe da Mercedes não acredita que a revisão terá um resultado favorável. Além da Mercedes, as equipes McLaren e Red Bull também planejam recorrer ao caso, que pode ser levado à Corte Internacional de Apelação (ICA) do esporte a motor.



