O Ituano vive um momento complicado no Campeonato Brasileiro da Série C. Sem vencer há cinco rodadas e após uma derrota por 1 a 0 para o Santa Cruz, a equipe paulista caiu para a nona colocação, ficando fora da zona de classificação para a próxima fase da competição.
O jejum de vitórias acendeu o sinal de alerta para o confronto direto que ocorrerá neste domingo (12) contra a Ferroviária, no Estádio Novelli Júnior, onde estará em jogo o retorno ao G-8.
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Em coletiva realizada nesta quarta-feira, o técnico Mazola Júnior reconheceu o desconforto com a sequência de apenas três pontos conquistados em 15 possíveis, mas pediu equilíbrio emocional ao elenco. “O que eu posso dizer em relação ao ‘sinal amarelo’, é lógico que ninguém está feliz, ninguém está contente por estarmos há cinco jogos com apenas três empates e duas derrotas. Estamos chegando a um momento decisivo da competição”, avaliou Mazola, ressaltando a imprevisibilidade da reta final da Série C.
“Nas últimas cinco rodadas da C, com quarto árbitro local, sem VAR, tudo pode acontecer. E eu só não vi jumento voar, nas últimas cinco rodadas da C. Jogo contra a Ferroviária é fundamental? Sim. É um duelo de seis pontos”, completou.
Durante os treinos dessa semana, a comissão técnica priorizou trabalhos de cruzamentos e finalizações para corrigir as falhas ofensivas. Mazola minimizou as discussões sobre “falta de confiança” e exigiu efetividade imediata. “Trabalho não está faltando, dedicação também não está faltando. Eu tenho uma certa rejeição à palavra confiança. Pra mim, quem fala que está faltando confiança não pode ser atleta profissional. Não podemos perder os gols que estamos perdendo. Vem a culpa pro treinador, escalou mal, mexeu mal. É a história do ‘quem não faz, toma’”, disparou o comandante.
O embate deste domingo marcará o primeiro encontro entre Ituano e Ferroviária em competições nacionais. Em 2026, as equipes se enfrentaram três vezes pelo Paulistão A2, com dois empates e uma vitória da Locomotiva. Para surpreender o rival de Araraquara, Mazola adotou o mistério. “Jogamos três vezes contra eles esse ano e não ganhamos nenhuma. Algo vai ter que ser feito de diferente, mas eu só vou falar no domingo”, projetou o técnico do Ituano.
O treinador também respondeu às críticas da torcida sobre a substituição do atacante Neto Berola na última rodada, explicando que o jogador pediu para sair devido a um problema físico. “O pessoal que estava assistindo o jogo não entendeu, minha orelha até cresceu, fui chamado de burro. O Neto pediu para sair, está com um problema físico, preocupante. Ele está entregue ao departamento médico, mas com certeza deve ter condições de jogo para domingo”, revelou.
Por último, Mazola frisou que a vaga na segunda fase da Série C é uma prioridade para o planejamento do clube, descartando qualquer clima de desespero nos vestiários. “Estamos preocupadíssimos: o Ituano não pode ficar fora da classificação novamente nesse ano. Mas também não é motivo de desespero, ainda estamos tecnicamente no G-8. Não é desesperador, não é o final do mundo. Faltam 18 pontos em jogo, vamos buscar essa classificação”, concluiu o técnico, assegurando que o Ituano manterá sua postura ofensiva em linhas altas, mesmo diante da sequência de jogos fora de casa que está por vir.

