Apresentado pelo Goiás, o lateral de 29 anos falou emocionado sobre a infância marcada pela ausência do pai alcoólatra. Ele homenageou a mãe, que criou quatro filhos trabalhando na roça. É o único reforço da janela.
O Goiás apresentou na última quinta-feira seu único reforço na janela de transferências, o lateral-direito Marcos Vinícius. O jogador, de 29 anos e ex-Chapecoense, Avaí, Coritiba e Criciúma, não conseguiu conter as emoções durante a entrevista coletiva em que contou sua história de vida.
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Marcos Vinícius revelou que enfrentou dificuldades na infância devido à ausência do pai, que era alcoólatra. Em sua fala, ele destacou a figura de sua mãe, que assumiu a responsabilidade de criar os quatro filhos sozinha, enfrentando os desafios de trabalhar na roça.
Cresci com muita raiva do meu pai por ele não estar ao nosso lado nos momentos difíceis. Minha mãe sempre foi mãe e pai. Não é fácil trabalhar na roça. Ela é uma guerreira que criou quatro filhos cortando cana.
O lateral ainda compartilhou que, antes do falecimento do pai, conseguiram se reconciliar. Ele relembrou momentos de sua vida e enfatizou a importância dessa relação em sua trajetória. Ao falar sobre a escolha do número 63 em sua camisa, o jogador explicou que essa decisão é uma homenagem à data de nascimento do pai.
Em 2022, eu liguei para ele e começamos a ter uma convivência melhor. Eu pedi perdão a ele. Criamos uma relação. Quando ele faleceu, eu estava no Coritiba, um dos momentos mais difíceis da minha carreira. Quero dar orgulho para minha família e isso me fez escolher o 63 (data de nascimento do pai) como número.
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Preparado para estrear, o jogador afirmou que se encontra em boa forma física e está pronto para o confronto marcado para a próxima segunda-feira, às 19h30, contra o Londrina. Ele deixou a escolha da escalação nas mãos do treinador Mozart.
Nasci pronto. Não tem como deixar a peteca cair, ainda mais no meio do ano. Estou bem fisicamente. Deixo a escalação a critério do Mozart. Ele vai montar a melhor estratégia para o jogo.



