Paolo Maldini diz que ficou 16 dias como diretor da FIGC e que Pep Guardiola esteve perto de assumir. Em entrevista ao Corriere della Sera, relatou almoços e longas conversas em Barcelona e por que o acerto não saiu.
O período de Paolo Maldini como diretor de seleções da Federação Italiana de Futebol (FIGC) foi breve, com apenas 16 dias, mas intenso. Uma das principais responsabilidades de Maldini era encontrar o técnico ideal para a seleção italiana após a saída de Gennaro Gattuso. Pep Guardiola esteve próximo de assumir o cargo, conforme revelou o ex-jogador em entrevista ao jornal “Corriere della Sera”.
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Maldini comentou sobre as expectativas e frustrações durante as negociações, explicando por que Guardiola não chegou a fechar contrato. “Fomos visitá-lo em Barcelona, almoçamos juntos e conversamos o dia todo. Ele ficou muito tentado. Até começou a anotar escalações no papel”, disse.
Contrariando algumas especulações, Maldini afirmou que o aspecto financeiro não foi um fator determinante na recusa do técnico espanhol. “O dinheiro, os 20 milhões de euros que foram discutidos, nunca foi o problema. Pep nos disse: ‘Me dê um euro a menos que o último técnico ganhava e está bom para mim’. Mas ele recusou porque estava cansado”, explicou. Guardiola, após uma década exaustiva na Premier League e uma cirurgia nas costas, buscava um tempo para descansar.
O ex-defensor italiano revelou que a busca por Guardiola se deu após o treinador manifestar interesse em comandar uma seleção nacional, especialmente após a recusa de Carlo Ancelotti. “Ligamos para o melhor técnico italiano de todos os tempos. Ele respondeu que o Brasil reiterou total confiança nele e nos desejou sorte”, destacou.
A Itália, além de flertar com Guardiola, também considerou Andrea Pirlo e acabou acertando com Roberto Mancini. Maldini salientou que a lista de candidatos incluía outros nomes como Daniele De Rossi e Fabio Grosso, mas que o presidente da FIGC, Giovanni Malagò, pediu para não interferir nas decisões dos treinadores da Série A, o que acabou limitando as opções disponíveis.
O foco em um treinador jovem que abraçasse o projeto levou a negociações com Pirlo, que estava preparado para assumir, mas sua associação com uma marca russa de apostas acabou complicando a situação. “Isso certamente teve impacto. Não sabíamos disso. A opinião pública fez seu trabalho. Mas não havia, legalmente, nada que impedisse Andrea de treinar a seleção”, disse Maldini, referindo-se ao impacto da opinião pública nas decisões.
Após a recusa de Pirlo, Maldini e o consultor Leonardo pediram demissão, considerando a situação “inaceitável” e acreditando que não havia mais confiança para continuar o trabalho. Pouco depois, Roberto Mancini foi anunciado como o novo treinador da Azzurra.
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