Técnico e gestor, que acumulou dezenas de títulos em sua carreira e comandou a seleção brasileira, lutava contra um tumor; seu legado é celebrado por todo o basquete nacional.
O basquete brasileiro está de luto. Morreu nesta quinta-feira, 31 de julho, aos 74 anos, uma de suas maiores referências, Antônio Carlos Vendramini. O técnico e gestor, que dedicou a vida ao desenvolvimento do basquete feminino, faleceu em decorrência de complicações causadas por um tumor. A notícia foi confirmada pelo projeto de basquete de Campinas, onde ele atuava como gestor na Liga de Basquete Feminino (LBF).
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A carreira de Vendramini é sinônimo de sucesso e comprometimento. Com uma trajetória vitoriosa, ele se consolidou como um dos maiores nomes da modalidade, construindo um legado que atravessa gerações de atletas e fãs. Ao longo de décadas de trabalho, conquistou uma coleção impressionante de títulos por clubes, incluindo 18 campeonatos estaduais, 13 nacionais, seis Sul-Americanos, um Pan-Americano e duas conquistas intercontinentais.
Sua marca também ficou na seleção brasileira feminina, onde foi campeão Sul-Americano em 1989 e vice-campeão da Copa América.
Desde 2017, Vendramini era uma figura central no projeto de basquete de Campinas, onde começou como técnico e, mais recentemente, atuava como gestor. Sua paixão e dedicação foram reconhecidas em uma recente homenagem da equipe, após a vitória sobre o Corinthians que classificou o time para as semifinais da atual temporada da LBF.
A relação com o Corinthians também foi marcante. Defendeu o clube como jogador na década de 1970 e, anos mais tarde, como técnico, liderou a vitoriosa equipe do Corinthians/Americana a um tricampeonato da LBF (2013/14, 2014/15 e 2016/17), um dos períodos mais dominantes da história recente da liga.

