Diretor do Masters 1000 de Madri e ex-jogador profissional, Feliciano López demonstrou surpresa com o término da parceria entre Carlos Alcaraz e o técnico Juan Carlos Ferrero. Em declaração ao programa de rádio “El Partidazo de COPE”, o espanhol afirmou que a decisão chegou “cedo demais” para o atual número 1 do ranking mundial.
“Estou triste e surpreso. Foi muito cedo para deixar de trabalhar com alguém tão importante como Ferrero, que, ao lado do pai de Carlos, foi a peça chave de sua carreira”, disse López. Para ele, apesar da evolução do tenista nos últimos dois anos, ainda era prematuro romper com o treinador.
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López reconheceu que a convivência intensa entre atleta e técnico costuma gerar desgastes, mas descartou problemas de relacionamento como causa principal. Segundo o diretor do torneio madrilenho, as questões financeiras mencionadas pela imprensa espanhola tendem a ser o fator determinante para o rompimento.
O ex-tenista também previu dificuldades para encontrar um substituto à altura. “Será complicado achar alguém que se adapte à vida de Carlos e ao seu entorno. O treinador precisará estar com frequência em Múrcia para os treinos”, avaliou.
A separação entre Alcaraz e Ferrero foi noticiada no último dia 18 de dezembro, mesma data em que Ferrero afirmou que gostaria de ter permanecido na equipe.


