A presidente do Palmeiras, Leila Pereira, admitiu novamente a possibilidade de propor alteração no estatuto do clube para disputar um terceiro mandato consecutivo e, assim, permanecer no cargo até 2030.
Em entrevista à ESPN, a dirigente afirmou que parte dos associados cogita a mudança e rechaçou críticas de que a medida representaria um “golpe”. “Se o associado disser que sim, eu gostaria de continuar mais um mandato”, declarou, em tom de descontração.
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Estatuto permite apenas uma reeleição
Hoje, o estatuto alviverde autoriza apenas uma reeleição. A última alteração ocorreu em 2018, quando o período de gestão passou de dois para três anos. Com a regra atual, Leila, eleita em 2021, já tem garantidos seis anos de mandato (2021-2024 e 2025-2027).
Se a mudança for aprovada por conselheiros e, depois, pelos sócios, a próxima eleição – marcada para dezembro de 2027 – poderia abrir caminho para que a presidente ficasse até 2030, totalizando nove anos à frente do clube.
Resistência interna
O tema chegou a ser ventilado em julho, mas enfrentou forte rejeição. À época, pessoas próximas aconselharam Leila a desistir, temendo impactos negativos à imagem da dirigente e da instituição.
Debate sobre sucessão
Enquanto a alteração não avança, aliados discutem nomes para uma eventual sucessão. O vice-presidente Paulo Buosi é citado, assim como o ex-presidente Mauricio Galiotte.
Mandatos mais longos na história do clube
Somente dois dirigentes comandaram o Palmeiras por períodos semelhantes: Mustafá Contursi (1993-2005) e Delfino Facchina (1959-1971).
Futuro no futebol, mas fora da CBF
Depois de deixar a presidência, Leila pretende seguir ligada ao esporte, porém descarta assumir a Confederação Brasileira de Futebol (CBF). “Gosto de clube de futebol. O futebol precisa de pessoas sérias, que não vivam do futebol. Eu não vivo do futebol”, afirmou.

