O técnico do Bayern de Munique, Vincent Kompany, saiu em defesa de Vinicius Júnior após a acusação de racismo feita pelo atacante do Real Madrid contra Gianluca Prestianni, do Benfica. Em entrevista coletiva nesta quarta-feira (20), o belga também direcionou críticas ao treinador do clube português, José Mourinho, por declarações dadas depois da partida.
Reação de Vini é “impossível de ser fingida”, diz Kompany
O ex-zagueiro afirmou que a corrida de Vinicius até o árbitro para relatar o insulto — o brasileiro disse ter sido chamado de “macaco” — revelou indignação genuína. “Dá para perceber que foi uma reação emocional. Não há benefício algum para ele em carregar aquele sofrimento se não fosse real”, destacou.
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Kompany citou ainda o atacante Kylian Mbappé, que, segundo ele, costuma ser diplomático, mas desta vez “foi muito claro sobre o que viu e ouviu”. O belga observou que Prestianni “escondeu o rosto atrás da camisa” ao deixar o gramado.
Censura a Mourinho
Para o comandante do Bayern, Mourinho errou ao comentar o episódio associando a denúncia de Vinicius à forma como o brasileiro comemorou o gol. “Ele basicamente atacou o caráter de Vini ao usar a comemoração para desacreditá-lo. Foi um equívoco grave de liderança”, avaliou.
Após o jogo, Mourinho declarou que, “quando se marca um gol daqueles, sai-se em ombros; não se provoca o estádio adversário”. O português também mencionou Eusébio para argumentar que o Benfica não poderia ser racista, justificativa que Kompany rechaçou. “Ele sabe pelo que os jogadores negros passaram na década de 1960?” questionou o belga, lembrando que não havia como Mourinho conhecer de perto as dificuldades enfrentadas pelo ídolo moçambicano.
Esperança de que o episódio não se repita
Kompany, que prepara o Bayern para enfrentar o Eintracht Frankfurt, concluiu dizendo esperar “que erros como esse não voltem a ocorrer” e defendeu união no combate ao racismo nos gramados.


