A FGoal ingressou com uma nova ação na Justiça de São Paulo para tentar impedir o término antecipado de seu contrato de operação de alimentos e bebidas no MorumBis, válido até 2029. Em decisão liminar, a juíza Luciane Cristina Silva Tavares, da 3ª Vara Cível do Foro Regional do Butantã, determinou a suspensão da rescisão comunicada pelo clube e proibiu, neste momento, a retirada dos materiais da fornecedora instalados no estádio.
O prazo para a rescisão, fixado pelo São Paulo em 6 de março, está interrompido. A magistrada também concedeu cinco dias para que o clube apresente manifestação oficial sobre o caso.
📖 Leia Também
Retirada de itens foi iniciada
Antes da liminar, o São Paulo havia começado a remover geladeiras, estufas, panelas e fogões pertencentes à FGoal, pois já firmou parceria com a GSH, responsável pelo serviço em arenas como Allianz Parque e Arena MRV. A direção tricolor, porém, reiterou que o contrato com a FGoal não foi restabelecido e afirmou que seguirá buscando o direito de retirar todos os equipamentos da empresa do estádio.
Novo processo sem pedido de indenização
Diferentemente da primeira ação — da qual a FGoal desistiu após ter liminar negada —, o processo atual não reivindica indenização de R$ 5,18 milhões. O objetivo é apenas impedir o rompimento do acordo. O escritório Prates Garcia Costa Advogados Associados passou a representar a fornecedora pouco antes da desistência do litígio anterior.
Origem da disputa
Contratada em 2023 para explorar pontos de venda de alimentos e bebidas nos jogos do MorumBis, a FGoal assumiu também o atendimento ao clube social em 2024. Em fevereiro deste ano, o São Paulo notificou a empresa sobre a rescisão por justa causa, alegando descontos indevidos nos repasses financeiros.
A FGoal argumenta que o clube tinha conhecimento dos abatimentos, que se referiam a serviços de tecnologia da informação e fiscalização do uso de maquininhas. O contrato, segundo a ação, exigia aviso prévio de 120 dias; o São Paulo concedeu 30.
Investigação paralela
Mesmo antes da ruptura, a FGoal passou a ser investigada por uma força-tarefa da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo, que apura possíveis desvios em contas vinculadas às maquininhas de cartão. A empresa, criada em 2019, abriu um novo CNPJ em 2023, com endereço no MorumBis, alegando motivo logístico. O capital social dessa nova pessoa jurídica é de R$ 50 mil, enquanto o CNPJ original, ligado a serviços de marketing, declara R$ 5 mil.
A primeira ação, agora arquivada, pretendia manter o contrato e obter compensação por lucros estimados até 2029, além de danos morais e materiais. A FGoal voltou à Justiça sem pedidos financeiros, focando apenas na preservação do vínculo contratual.
O processo segue em tramitação.

