O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro decidiu preservar, nesta semana, todas as medidas cautelares que limitam a atuação de John Textor à frente da SAF do Botafogo. A determinação foi assinada pelo desembargador Marcelo Almeida de Moraes, que rejeitou o argumento de perda de objeto do processo e manteve inalteradas as decisões anteriores.
Com a manutenção das cautelares, o dirigente permanece impedido de realizar movimentações financeiras consideradas excessivas sem a supervisão da Justiça. O objetivo, segundo o magistrado, é evitar qualquer risco de dilapidação patrimonial enquanto a ação judicial não chega ao fim.
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Liminar de proteção ao patrimônio segue válida
A liminar que protege o patrimônio do clube continua em vigor. Representantes do Botafogo associativo entendem que essa salvaguarda funciona como um freio a práticas que poderiam comprometer as já delicadas finanças alvinegras. O advogado Leonardo Antonelli, que atua pelo clube social, afirmou que a decisão “afasta a continuidade da dilapidação patrimonial e a deterioração das combalidas finanças até o trânsito em julgado”.
Estrutura de poder permanece a mesma
Embora as restrições financeiras tenham sido reforçadas, não houve avanço no pedido para revogar a liminar que mantém Textor no comando da SAF. Dessa forma, a estrutura administrativa e de controle da empresa permanece inalterada por ora.
Processo segue em duas frentes
A disputa judicial continua tramitando simultaneamente na Justiça comum e em um tribunal arbitral já constituído, prolongando a indefinição sobre o futuro da gestão do clube. Enquanto isso, o mercado aguarda a divulgação de balanços que devem detalhar dívidas estimadas em cerca de R$ 2,7 bilhões.


Imagem: Internet
O cenário mantém o clima de tensão política e jurídica em General Severiano. Até que haja decisão definitiva, a SAF opera sob vigilância estreita, com limites claros para novas operações financeiras e administrativas.
