O zagueiro Wanderson não faz mais parte do elenco da Ponte Preta. Um mês após entrar com ação trabalhista, o atleta obteve na Justiça a rescisão indireta do contrato com o clube campineiro.
A decisão foi proferida pelo juiz Murilo Izycki, da Vara do Trabalho de Campinas, e libera o defensor para assinar com qualquer equipe. Com isso, o jogador fica livre para acertar com o Náutico para a temporada de 2026, negociação que já estava encaminhada e dependia apenas da definição judicial.
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Na ação, Wanderson alegou atrasos salariais referentes aos meses de agosto e setembro, além da falta de comprovação do pagamento de outubro, vencido durante o andamento do processo. Extratos apresentados indicaram ainda a ausência de depósitos de FGTS nos três meses anteriores, condição que caracteriza rescisão indireta segundo a Lei Pelé.
O magistrado destacou que a situação financeira da Ponte Preta é “fato notório”, citando ainda atrasos “contumazes” no recolhimento do FGTS em 2025. O caso se soma a outras ações ajuizadas por jogadores que conquistaram o título da Série C pelo clube.
Contratado para a disputa da Série C do Campeonato Brasileiro, Wanderson atuou em 26 das 27 partidas da equipe na competição e marcou um gol na derrota para o Brusque, por 4 a 1, em maio. O zagueiro foi titular absoluto e considerado um dos destaques na campanha do acesso.

