Riad (Arábia Saudita) – A presença da italiana Jasmine Paolini no WTA Finals, assegurada por apenas seis pontos de vantagem sobre a russa Mirra Andreeva, está sendo contestada pelo jornalista polonês Dominik Senkowski. Segundo ele, uma leitura diferente das normas da WTA poderia ter alterado a última vaga no torneio que começa na próxima semana.
Exigência de seis WTA 500
Pelas regras, jogadoras enquadradas na categoria das melhores do circuito precisam disputar seis torneios WTA 500. Quem não atinge esse mínimo recebe zero ponto em uma competição da série e perde a pontuação obtida em qualquer outro evento que exceda o limite de participações permitido.
📖 Leia Também
Paolini atuou em cinco WTA 500 em 2025. Apesar disso, não sofreu a dedução aplicada, por exemplo, à polonesa Iga Swiatek e à bielorrussa Aryna Sabalenka, penalizadas em 10 pontos.
Saída de Adelaide é o ponto central
O foco da polêmica é o WTA 500 de Adelaide. A italiana retirou-se pouco antes do início alegando necessidade de descanso após competir na United Cup de 2025. A WTA classificou a desistência como motivo médico, evitando assim a aplicação da punição de 10 pontos.
Impacto direto na corrida
Com a manutenção dos pontos, Paolini encerrou a temporada seis unidades à frente de Andreeva e carimbou a vaga no Finals. A russa, por sua vez, ficou impedida de disputar o WTA 500 de Tóquio – última chance de somar pontos – por problemas de visto.
Senkowski sustenta que, caso a WTA aplicasse a penalidade padrão, a italiana cairia atrás de Andreeva na classificação e a jovem de 18 anos seria a oitava participante do torneio em Riad.


