O ponteiro argentino Manuel Armoa, de 23 anos, do Vedacit Vôlei Guarulhos, prestou queixa por injúria racial na madrugada deste domingo (15) em uma delegacia de Bauru, interior de São Paulo. O episódio ocorreu na noite de sábado (14), durante o confronto contra o Sesi Bauru pela Superliga masculina de vôlei.
Segundo relato do atleta ao portal GE, um torcedor do time da casa dirigiu a ele repetidas vezes o termo “mono” — “macaco”, em espanhol — enquanto fazia gestos ofensivos. Após as ofensas, Armoa saltou a grade que separa a quadra da arquibancada e caminhou em direção ao agressor, acompanhado por colegas de equipe e jogadores do Sesi. O torcedor deixou o ginásio, mas foi posteriormente identificado pelo clube mandante.
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Relato do jogador
“Dez minutos depois do jogo eu ainda estava alongando. Um cara começou a gritar ‘mono chora’ uma, duas, três, quatro vezes, e fazia gestos”, contou Armoa. “Fui até ele, discuti, mas não houve contato físico. Racismo não pode ser aceito.”
Antecedente
Não é a primeira vez que o argentino passa por situação semelhante. Em 2022, durante partida das Eliminatórias para os Jogos Pan-Americanos no Chile, ele também denunciou insultos racistas vindos da arquibancada e chegou a ter uma garrafa arremessada em sua direção, o que motivou a interrupção daquele jogo.
Partida equilibrada
Dentro de quadra, Armoa marcou 29 pontos, mesmo número do companheiro Bryan, mas o Guarulhos foi superado pelo Sesi Bauru por 3 sets a 2. O tie-break, decidido em 34/32, somou 66 pontos e entrou para a lista dos mais longos da história da competição. As parciais foram 26/28, 25/23, 19/25, 25/19 e 34/32, com duração total de 3h15.
Após o registro do boletim de ocorrência, o caso segue sob investigação da Polícia Civil.


