Quatro anos após conduzir a seleção sub-23 ao ouro nos Jogos de Tóquio, André Jardine voltou a elogiar a geração campeã e rejeitou as críticas de que o Brasil carece de talentos. Hoje técnico do América, do México, o gaúcho destacou que a equipe principal continua entre as favoritas a qualquer torneio e apontou falta de “competência em outras áreas”, não de jogadores, como explicação para os recentes insucessos.
“Produzimos atletas em massa e de altíssimo nível. Se o resultado não vem, temos de buscar as causas em outro lugar”, afirmou o treinador, lembrando que parte do elenco olímpico permanece no radar de Carlo Ancelotti para a Copa do Mundo de 2026.
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A base de Tóquio segue cotada
Entre os medalhistas de 2021, Bruno Guimarães, Richarlison, Gabriel Martinelli e Matheus Cunha foram chamados para os amistosos contra Coreia do Sul e Japão. Antony, Guilherme Arana e Douglas Luiz também já apareceram em listas recentes.
Jardine revelou que o planejamento elaborado com Branco, coordenador das categorias de base, tinha como meta sustentar a espinha dorsal da seleção nas Copas de 2026 e 2030. “Na primeira convocação levei Yuri Alberto, Igor Jesus e João Pedro, três centroavantes que ainda podem disputar o Mundial”, recordou.
Tricampeão no México
Mesmo campeão olímpico, o técnico deixou a CBF seis meses depois do título para assumir o San Luis, então ameaçado de rebaixamento. Em menos de um ano e meio migrou para o América e conquistou três campeonatos nacionais consecutivos. “O ouro abriu portas aqui. Com o tempo, o brasileiro vai valorizar mais aquela conquista: vencemos Alemanha por 4 a 2 e superamos a Espanha na final”, disse.
Lição da última Copa e recado a Ancelotti
Morando em um dos países que sediarão a Copa de 2026 – ao lado de Estados Unidos e Canadá –, Jardine ainda lamenta a eliminação do Brasil para a Croácia no Catar. “Se passasse, tinha grandes chances de título, porque o time de Tite costumava vencer a Argentina”, opinou.
Sobre Ancelotti, que assume a seleção principal em meio à reta final de preparação, o treinador fez um alerta: “Ele terá de correr contra o tempo para conhecer bem cada jogador. Atuar pelo clube é diferente de vestir a camisa da seleção”. Jardine concluiu dizendo que torce para que o legado de 2021 se traduza em taça na equipe adulta.


