Campeão mundial em 2019 e ouro olímpico em Tóquio-2020, o potiguar Ítalo Ferreira começa a disputa do Circuito Mundial de Surfe de 2026 com estímulo extra: o nascimento do primeiro filho, Martin, em dezembro. O brasileiro também vê nas alterações promovidas pela World Surf League (WSL) o “cenário perfeito” para buscar um novo título.
Estreia na Austrália
A temporada tem largada em 1º de abril, em Bells Beach, na Austrália, e segue no país até 27 de abril, com etapas em Margaret River e Snapper Rocks. Ferreira ficará quase dois meses fora de casa, mas garante que a família lhe dá tranquilidade para competir.
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“Vou para a Austrália confiante. Saber que o Martin e a mãe dele estão bem me deixa livre para focar nas baterias”, afirmou o surfista durante evento no Palácio das Laranjeiras, no Rio, no último dia 17, que celebrou 15 anos de parceria entre a WSL e o Estado do Rio de Janeiro, sede da etapa de Saquarema.
Novo formato do circuito
A WSL volta a definir o campeão pelo ranking acumulado ao fim das etapas, com o Pipe Masters novamente como grande final. O modelo de mata-mata entre os cinco melhores, adotado desde 2021, foi extinto. Além disso, todas as baterias passam a ser eliminatórias, sem repescagem.
Para Ítalo, as mudanças aumentam a competitividade: “Agora não existe segunda chance. Quem errar volta para casa. Isso obriga todo mundo a performar do início ao fim”.
Planos olímpicos
Fora de Paris-2024, o brasileiro mantém a meta de disputar Los Angeles-2028. “Tenho objetivos claros até 2028. Quero completar minha história com o maior título possível para o esporte”, disse, evitando detalhar se encerraria a carreira após os Jogos.

Imagem: Internet
Novos nomes e a força da torcida
O catarinense Mateus Herdy estreia na elite em 2026, reforçando a chamada Brazilian Storm. “É bom ver a continuidade da geração. Sinto-me honrado por fazer parte dessa mudança do surfe brasileiro”, comentou Ítalo.
Sobre a etapa de Saquarema, marcada para junho, o potiguar destacou a energia da torcida: “É o Maracanã do surfe. A vibração das arquibancadas ajuda a empurrar as manobras”.
Desafio pessoal
Sem técnico fixo nesta temporada, o atleta aponta a própria mente como principal adversária. “Em 2019 fui campeão surfando sozinho. Agora será outro teste, mas meu foco continua o mesmo: apenas surfar”, concluiu.