Tensão dentro e fora do estádio marcou a estreia do Irã no Mundial. Enquanto manifestantes agitavam bandeiras da oposição do lado de fora, a seleção cedeu empate de 2 a 2 à Nova Zelândia.
A seleção do Irã fez sua estreia na Copa do Mundo FIFA 2026 em Los Angeles, em meio a protestos do lado de fora e apoio significativo da torcida dentro do estádio. O jogo, que ocorreu após meses de incerteza sobre a participação da equipe no torneio, terminou em um frustrante empate de 2 a 2 contra a Nova Zelândia, que ocupa a 85ª posição no ranking da Fifa.
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Antes do início da partida, centenas de iranianos se reuniram nas proximidades do estádio para manifestar contra o governo dos aiatolás, utilizando a bandeira que simboliza a oposição, com um leão e um sol ao centro. Durante a manifestação, os protestantes chamaram o regime de terroristas e pediram apoio dos Estados Unidos para a mudança de governo no Irã. O protesto ocorreu sem incidentes, longe da vista dos atletas, que já haviam enfrentado situações constrangedoras no dia anterior durante o treino.
Dentro do estádio, conhecido como “Teerãngeles” pela grande comunidade iraniana na cidade, a atmosfera era diferente. A arena estava praticamente lotada, com cerca de 70 mil torcedores apoiando a seleção. O atacante Mehdi Taremi recebeu uma calorosa ovada ao ser exibido no telão antes de entrar em campo. Ele destacou a importância do apoio dos torcedores, afirmando que se sentiam jogando em casa e expressou esperança de que o público continuasse a comparecer nos próximos jogos.
Embora os protestos tenham sido ouvidos durante a execução do hino nacional, muitos torcedores se misturaram em aplausos e gritos de apoio. O primeiro gol da partida, marcado pelo lateral Ramin Rezaeian, trouxe alegria à torcida iraniana, mas também gerou vaias que o jogador não aceitou bem. Em resposta a uma pergunta de uma jornalista sobre as vaias, Rezaeian afirmou que qualquer problema era uma questão interna e que a situação deveria ser resolvida entre eles.
A questão das bandeiras opositoras também foi um ponto de discussão. A Fifa havia proibido o uso da bandeira da oposição nos estádios, mas um tribunal de Los Angeles decidiu manter a proibição, embora a Fifa tenha ignorado a regra durante o jogo. Diversas bandeiras com o leão e o sol, além de camisetas alusivas ao símbolo, foram vistas nas arquibancadas, que também apresentavam bandeiras da Palestina e de Israel, sem conflitos significativos entre os torcedores.



