O técnico Ghalenoei reclamou de apenas 16h entre jogo e treino. A seleção iraniana enfrenta a favorita Bélgica neste domingo, em Los Angeles.
Depois do empate em 2 a 2 com a Nova Zelândia, a seleção do Irã se prepara para enfrentar a Bélgica, favorita ao título, neste domingo, às 16h (de Brasília), em Los Angeles, Estados Unidos. O técnico iraniano, Amir Ghalenoei, voltou a expressar sua insatisfação com as condições oferecidas à sua equipe, afirmando que a situação é ainda mais desfavorável do que na estreia.
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Em entrevista coletiva realizada na noite deste sábado, Ghalenoei revelou que a seleção teve apenas 16 horas de intervalo entre o último jogo e o treinamento, o que resultou em uma sessão incompleta:
“Não apresentamos uma reclamação formal à Fifa, apenas expusemos nossas queixas. Precisávamos de um intervalo de 24 horas, mas nos deram apenas 16. Foi por isso que tivemos de interromper nosso treinamento pela metade. Essas restrições dificultaram muito a nossa situação.”
O treinador também fez questão de agradecer à recepção nos Estados Unidos, mas não hesitou em ressaltar a gravidade das dificuldades enfrentadas:
“Apesar disso, eu gostaria de agradecê-los, porque, uma vez que chegamos aos Estados Unidos, eles foram de muita ajuda a chegar ao hotel o mais rápido possível. Porém, as condições estão ficando mais e mais difíceis. Para o último jogo, tivemos 24 horas, mas neste tivemos menos de 18 horas para treinar. Isso é injustiça contra nosso país.”
Ghalenoei ainda comentou sobre a falta de apoio que recebeu de seus colegas treinadores das outras seleções presentes na Copa do Mundo:
“Eu perguntei aos outros 47 técnicos e nenhum deles me respondeu. Nós chegamos muito tarde e precisávamos de duas semanas para nos ajustar ao novo local. Isso mina o espírito do futebol.”
Questionado sobre a ajuda da Fifa, Ghalenoei reconheceu os esforços, mas reiterou que as tentativas não foram suficientes:
“Eu gostaria de dizer que eles nos ajudaram. O Sr. Infantino e a Fifa tentaram minimizar os problemas que enfrentamos. Ontem, na hora do almoço, me ligaram e perguntaram se estaríamos prontos para um voo às 18h. Eu aceitei, mas esperamos até 19h e nada aconteceu.”
Na manhã de sábado, Andrew Giuliani, diretor da força-tarefa da Casa Branca para a Copa do Mundo, comentou que estaria aberto a renegociar os termos da entrada do Irã nos EUA para o próximo jogo, contra o Egito, no dia 27 em Seattle. Ghalenoei confirmou a informação:
“Sim, eles disseram que em Seattle podemos fazer o que quisermos e ir mais cedo. Mas meu problema é: por que não nos deixaram vir cedo para os primeiros dois jogos também?”
Com todas as dificuldades, Ghalenoei acredita que a seleção iraniana pode superar os desafios e se preparar adequadamente para o confronto contra a Bélgica, apesar das limitações no treinamento.



