Peter Grieve revelou detalhes da negociação frustrada com o Galo em 2023. O americano elogiou a gestão Menin e deixou aberta a porta para um novo investimento no clube mineiro.
O investidor estadunidense Peter Grieve, que já esteve próximo de se tornar o maior acionista da SAF do Atlético-MG, não descartou a possibilidade de um novo investimento no clube. Em entrevista ao Canal do Frossard, Grieve compartilhou detalhes sobre a negociação que não avançou e elogiou o trabalho realizado pela família Menin à frente do Galo.
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Segundo Grieve, as tratativas não se concretizaram em 2023, pois o acordo não incluía a Arena MRV e a dívida do clube foi um fator limitante para sua proposta. “Vamos assumir que o clube tem que valer o valor da dívida ou estará tecnicamente falido. Propusemos um número baseado no número da dívida. Os banqueiros aceitaram isso como uma oferta. Então, fomos ao Brasil para assinar o acordo. Mas, conforme nos aproximávamos, percebemos: não era um acordo justo. Era uma loucura. Uma loucura. E não incluía o estádio”, explicou o empresário.
Grieve, que atualmente é copropietário do Bantu Rover, no Zimbábue, e presidente da Football Co, revelou que a família Menin inicialmente concordou em incluir o estádio na negociação, mas o consenso não foi alcançado após meses de discussões. “Eu não acho que o mercado estava pronto para isso. E o mercado é algo complexo, com muitos participantes diferentes. Eu não vou colocar culpa em ninguém. Não vai ajudar nada fazer isso”, afirmou Grieve, elogiando o investimento contínuo da família no Atlético.
Os Menin, que possuem atualmente 83,5% da SAF do Atlético, recentemente injetaram R$ 530 milhões para ajudar a reduzir as dívidas do clube. Grieve ressaltou a importância desse apoio e a realidade desafiadora enfrentada pelos dirigentes de clubes. “Os torcedores querem que você coloque dinheiro o tempo todo, cada vez mais, e eles não conhecem a realidade dos donos”, comentou.
O empresário também expressou sua identificação com o Atlético, afirmando que é o único clube no Brasil que lhe interessa para um possível investimento. “Sempre estou aberto a uma ligação deles. Meu interesse no Atlético começou há três anos, quando tive o primeiro contato. Mas acreditem em mim: esse é o meu time”, declarou Grieve, que espera trazer sua visão de negócios para o clube e transformá-lo em uma joia de seu portfólio.
Por fim, Grieve deixou claro que o momento ideal para um possível investimento seria quando o clube tiver menos dívidas e mais patrimônio líquido. Os torcedores do Atlético devem ficar atentos às movimentações futuras em relação ao seu clube.



