Pressionado após tentar comercializar direitos da Copa e com credibilidade abalada, Infantino busca apoio de autoridades dos EUA. Fontes dizem que manteve conversas privadas com Marco Rubio para tentar segurar o cargo.
Campinas, SP, 03 – O futuro de Gianni Infantino à frente da Fifa se tornou incerto, levando o dirigente a buscar auxílio do governo dos Estados Unidos. O presidente da Fifa, de 56 anos, teria agendado conversas privadas com o secretário de Estado Marco Rubio na tentativa de garantir sua permanência no cargo diante da crescente pressão por sua saída.
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A situação de Infantino se agravou após a tentativa de implementar um plano comercial que visava, entre outras coisas, a “venda” da Copa do Mundo a investidores privados. Apesar de ter recuado na proposta, sua credibilidade foi severamente abalada, resultando em uma pressão intensa para que renuncie ao cargo.
“Ele queria entrar em contato online com a secretaria para discutir como o futebol pode ser uma forma de poder brando para os Estados Unidos”, afirmou uma fonte. “Mas todos sabemos que, neste momento, trata-se de proteção de empregos. Não se trata de nada além disso.”
De acordo com informações do The New York Post, as confederações de futebol estão exigindo uma saída honrosa de Infantino após o fracasso de seu plano. O projeto, que previa que uma empresa de private equity, ligada a Josh Kushner, arcasse com 20% a 30% dos lucros da Copa, foi mal recebido, levando a uma crise de apoio ao presidente da Fifa.
Entretanto, o governo dos Estados Unidos reagiu às informações publicadas, afirmando que não há nenhuma reunião agendada entre Infantino e Marco Rubio. O secretário adjunto de Estado para Assuntos Globais Públicos, Dylan Johnson, comentou: “Não há planos para Rubio falar com Infantino e não houve nenhuma ligação esta manhã. O The Post deveria verificar suas fontes ou poderiam simplesmente ter nos perguntado.”
Adicionalmente, fontes informaram que Infantino se sente “isolado” após as críticas a suas propostas e está em busca de apoio público de aliados proeminentes, sendo Trump um dos principais nomes considerados. No entanto, o presidente americano não parece disposto a atuar como um defensor do dirigente da Fifa.
A cada dia que passa, a reputação de Infantino se deteriora, especialmente entre as confederações europeias. A Alemanha foi a primeira a retirar seu apoio à reeleição do presidente da Fifa, sendo acompanhada pela Inglaterra e País de Gales nesta segunda-feira.

