O presidente da Fifa, Gianni Infantino, declarou ser favorável ao retorno da seleção e dos clubes da Rússia às competições internacionais, sinalizando que a punição de quatro anos imposta à federação russa pode ser revogada em breve.
Em entrevista à Sky Sports, concedida na segunda-feira (3), o dirigente afirmou que a sanção aplicada após a invasão da Ucrânia, em fevereiro de 2022, “não alcançou nada, apenas gerou mais frustração e ódio”. Segundo Infantino, “a Fifa nunca deveria proibir nenhum país de jogar futebol por causa dos atos de seus líderes políticos”. Para ele, permitir que meninos e meninas russos disputem partidas em outras partes da Europa “seria uma grande ajuda”.
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A posição do dirigente provocou reação imediata do ministro do Esporte da Ucrânia, Matvii Bidnyi, que classificou as declarações como “irresponsáveis e infantis”.
Infantino também defendeu a decisão de conceder o “Prêmio da Paz da Fifa” ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O mandatário ítalo-suíço argumentou que Trump “encerrou vários conflitos bélicos” desde que reassumiu a Casa Branca, em janeiro de 2025, e concluiu: “Objetivamente, ele merece”.
A suspensão à Rússia foi decretada em 2022 em conjunto com a Uefa, afastando clubes e seleção de torneios organizados pelas duas entidades. Com a possível revisão, cresce a expectativa sobre quando e como o país poderá voltar aos gramados internacionais.


