A eleição para o Conselho de Administração do Guarani terminou com a impugnação da chapa de oposição liderada por Felipe Roselli, o que assegurou a permanência do grupo de situação Avante Meu Bugre no comando do clube pelos próximos três anos.
Por que a oposição foi barrada
A mesa diretora da assembleia eleitoral retomou, na abertura da votação, um pedido de impugnação já apresentado anteriormente pela situação. O argumento utilizado foi o descumprimento do estatuto, que exige presença mínima em reuniões para candidatos. A maioria dos sócios presentes aprovou a contestação, inviabilizando a participação de Roselli no pleito.
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Acusações de “associados fakes” reaparecem
Desde a eleição anterior, quando André Marconatto assumiu a presidência, oposicionistas apontam o uso de “associados fakes” — pessoas sem vínculo efetivo com o clube, custeadas por terceiros apenas para votar. Com menos de 800 sócios aptos, esses votos seriam decisivos, segundo as críticas.
Desmotivação e falta de tempo de campanha
Integrantes históricos alegam ter desistido de disputar cargos devido à suspeita sobre cadastros irregulares. Restou a Roselli encabeçar a chapa opositora, mas o candidato só conseguiu expor seu programa nos meios de comunicação na semana anterior à votação, enquanto a diretoria atual manteve a rotina como se não houvesse risco de derrota.
Avaliação da gestão atual
O presidente reeleito Rômulo Amaro é criticado pelo rebaixamento do clube à Série C do Campeonato Brasileiro e pela formação de um elenco considerado inexperiente no início da temporada. Para corrigir o rumo, contratou o técnico Matheus Costa e o executivo de futebol Farnei Coelho, que vêm apostando em atletas mais rodados.
Plano financeiro e pressão esportiva
Parte dos cerca de R$ 25 milhões obtidos pelos direitos econômicos do volante Richard Ríos foi direcionada à contratação desses reforços. Caso o desempenho em campo não evolua, conselheiros e torcedores prometem cobrar resultados.
A oposição avalia recorrer da decisão que a excluiu da disputa, mas reconhece que, sem mobilização para obter maioria, deve se concentrar em fiscalizar a administração durante o novo mandato.

