Campinas, SP, 21 – A atuação de Lionel Messi na Copa do Mundo de 2026 foi marcada por números expressivos, culminando em mais uma campanha da Argentina até a final. No entanto, o comportamento do craque durante a derrota para a Espanha gerou severas críticas da imprensa inglesa.
O jornal britânico The Mirror questionou a postura do argentino na decisão e classificou como “vergonhoso” um episódio envolvendo o lateral Marc Cucurella e o árbitro esloveno Slavko Vincic.
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Em uma análise publicada após a final, o veículo reconheceu a importância da campanha de Messi aos 39 anos. O argentino ficou próximo da disputa pela Chuteira de Ouro, levando a seleção argentina à segunda decisão consecutiva de Copa do Mundo e superando o alemão Miroslav Klose como maior artilheiro da história do torneio. Apesar de seus feitos, Messi terminou a competição sem conquistar o segundo título mundial consecutivo.
Para o jornal, a atuação dentro de campo não justificaria a maneira como Messi se comportou nos momentos finais da decisão. O texto destacou que o atacante adotou uma postura de enfrentamento diante da arbitragem e que sua reputação poderia influenciar os árbitros.
A aura que ele carrega consigo às vezes intimida os árbitros. Ninguém queria ser o árbitro que expulsaria o maior jogador de futebol de todos os tempos, certo? Resumindo, Messi faz o que quer.
A principal crítica foi direcionada a um lance ocorrido após a expulsão de Enzo Fernández, que recebeu o segundo cartão amarelo por uma falta em Pau Cubarsí. Enquanto os jogadores argentinos cercavam Vincic para reclamar da decisão, Messi aproveitou uma discussão com Cucurella para chamar a atenção do árbitro para o comportamento do defensor espanhol, que cobriu parcialmente a boca enquanto falava com ele.
O veículo britânico questionou a atitude do camisa 10 ao relatar a situação ao árbitro, considerando que a tentativa de Messi de recorrer à regra que permite punição por determinadas condutas seria incompatível com a imagem construída pelo jogador ao longo da carreira.
Se essa regra específica da Fifa (Lei Vini Jr.) já é absurda por si só, então ver alguém do calibre de Messi tentando usá-la a seu favor é simplesmente vergonhoso, constrangedor e humilhante.
A publicação comparou o comportamento do argentino ao de uma “criança mimada” e afirmou que o episódio teria diminuído a imagem do jogador.
Messi fez coisas extraordinárias pelo futebol – e pelo esporte em geral. Mas se esta for mesmo sua última Copa do Mundo, um de seus atos finais será lembrado com muita tristeza.
Apesar das críticas, Messi encerrou a Copa de 2026 como um dos principais protagonistas da competição. Aos 39 anos, o argentino marcou oito gols e deu quatro assistências até a final, além de ampliar uma série de recordes individuais em sua sexta participação em Mundiais. A Argentina, por sua vez, terminou como vice-campeã após perder por 1 a 0 para a Espanha na prorrogação.

