Recém-contratado como comentarista da TNT Sports, o ex-lateral Ilsinho afirmou que Palmeiras e São Paulo viveram uma inversão de modelos administrativos desde o início de sua carreira profissional, em 2006.
Palmeiras instável, São Paulo referência
Promovido ao elenco principal do Palmeiras em 2006, Ilsinho relembra ter deixado o clube por falta de reajuste salarial em meio a decisões consideradas “sem critério”. Pouco depois, chegou ao São Paulo, que vinha de títulos da Libertadores e do Mundial e era reconhecido pelo planejamento bem-sucedido.
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“No Verdão havia trocas constantes de jogadores e desorganização. No Tricolor, as contratações eram inteligentes e de baixo custo”, disse o ex-jogador ao UOL.
Cenário atual invertido
Segundo Ilsinho, o quadro mudou de lado. Hoje o Palmeiras é citado por ele como “referência de gestão”, enquanto o São Paulo passa por questionamentos internos. Como exemplo, o Conselho Deliberativo tricolor vota nesta quinta-feira (9) punições aos ex-diretores Douglas Schwartzmann (base) e Mara Casares (cultural e eventos), que deixou o cargo em janeiro.
Formação para os bastidores
Ao pendurar as chuteiras, o ex-lateral buscou qualificação fora das quatro linhas. Ele obteve licença B de treinador, concluiu mestrado em “Directorship” ligado à MLS por uma universidade britânica e fez curso de gestão na CBF Academy.
Do digital à TV
O interesse pela análise de jogo começou em um canal no YouTube, onde publicou comentários de lances e partidas. Em 2023, foi convidado pela TNT para atuar como embaixador do São Paulo — convite aceito após retornar dos Estados Unidos. Em 2024, passou a integrar o quadro fixo de comentaristas do canal.


Imagem: Internet
Ilsinho afirma evitar contato frequente com atletas para preservar liberdade de opinião e prioriza análises táticas em linguagem acessível. “O torcedor gosta do tema, mas não entende certas expressões; o desafio é traduzir”, explicou.
Direção? Por enquanto, não
Apesar da formação voltada à gestão, o ex-jogador descarta assumir cargo diretivo no momento. Ele considera a função limitada pela falta de autonomia e cita o caso de Rafinha, contratado em janeiro como gerente esportivo do São Paulo, para ilustrar as dificuldades.
Ilsinho reforça que, diante de cenários de boa ou má administração, “a bola não mente” ao expor o trabalho realizado nos bastidores.

