Cidade-sede americana surpreende com clima imprevisível. Raios interromperam partida e calor intenso preocupou organizadores antes mesmo da bola rolar.
No último sábado, 20, durante a partida entre Holanda e Suécia no NRG Stadium, em Houston, um alerta foi exibido em todos os telões, pedindo aos torcedores que permanecessem em seus assentos e seguissem as instruções da equipe do estádio. Essa orientação se deu devido à intensa chuva e raios que atingiram a região logo após o fim do jogo.
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Por outro lado, horas antes da partida, a preocupação era com o calor extremo. Houston, uma das 11 cidades-sede dos Estados Unidos nesta Copa do Mundo, tem gerado inquietação entre organizadores devido ao seu clima imprevisível. Na primeira semana de jogos, chuvas torrenciais causadas pela tempestade tropical Arthur foram frequentes, mas, nos últimos dias, a onda de calor se tornou o tema central.
Na Fan Fest de Houston, duas pessoas precisaram ser hospitalizadas devido a insolação, e diversas outras receberam atendimento por problemas relacionados ao calor. Após a vitória da seleção americana em seu segundo jogo, a temperatura atingiu 33 graus Celsius, com sensação térmica superior a 40 graus, prejudicando a festa que contava com a presença do rapper Trae tha Truth.
A estrutura do palco principal na Fan Fest possui cobertura, mas grande parte do local permanece exposta ao sol. Para minimizar os efeitos do calor, quatro estações de resfriamento estão disponíveis e a água é oferecida gratuitamente. Além disso, áreas com ar-condicionado, como o Houston Hall, homenageiam atrações locais, incluindo rodeios e a Nasa.
As autoridades locais emitiram um alerta para a população, válido das 11h às 22h, devido à previsão de calor perigoso nos dias seguintes. O Serviço Nacional de Meteorologia de Houston emite esse aviso quando as condições climáticas se tornam arriscadas, especialmente para idosos, crianças pequenas e pessoas com comorbidades.
O NRG Stadium, vale destacar, conta com teto retrátil e sistema de climatização, o que garante que nem o mau tempo nem o calor excessivo comprometam as partidas. Em comparação, durante a Copa do Mundo de 1994, Dallas registrou temperaturas de até 48 graus, levando bombeiros a serem acionados para controlar incêndios florestais e centenas de torcedores foram atendidos após passarem mal devido ao calor intenso.



