Orlando (EUA) – Hernanes revisitou sua trajetória de 27 partidas pela seleção brasileira e apontou três momentos decisivos: a expulsão no amistoso contra a França em 2011, a conquista da Copa das Confederações de 2013 e a ausência de convocações durante a era Tite. O ex-meia, hoje comentarista na Itália, falou à ESPN durante a preparação da seleção para o amistoso desta quinta-feira (26) contra os franceses, em Boston.
Cartão vermelho em Paris
Aos 40 minutos do primeiro tempo do amistoso realizado em 9 de fevereiro de 2011, em Paris, Hernanes acertou Karim Benzema com o pé no peito e recebeu cartão vermelho direto. O Brasil perdeu por 1 a 0, gol do próprio Benzema. O ex-jogador classificou o lance como “episódio atípico” e disse que a ansiedade de quebrar o tabu contra os franceses colaborou para o erro.
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Revanche e Copa das Confederações
Dois anos depois, em 9 de junho de 2013, já sob o comando de Luiz Felipe Scolari, o volante participou da vitória por 3 a 0 sobre a França, em Porto Alegre, e marcou um dos gols. Naquele mesmo ano, foi peça frequente no elenco que derrotou a Espanha por 3 a 0 na final da Copa das Confederações, no Maracanã. Segundo ele, atuar contra Xavi e Iniesta foi um dos pontos altos da carreira.
Olimpíada de Pequim
Convocado por Dunga, Hernanes estreou pela seleção principal em 26 de março de 2008, na vitória por 1 a 0 sobre a Suécia. Meses depois, integrou o time olímpico que ficou com o bronze nos Jogos de Pequim. O ex-são-paulino afirmou que sonhava em conquistar o ouro inédito e precisou de tempo para superar a decepção após a derrota para a Argentina na semifinal.
Mundial de 2014 e o 7 a 1
No elenco que disputou a Copa do Mundo de 2014, o meio-campista entrou em dois jogos e assistiu do banco ao 7 a 1 para a Alemanha na semifinal. Ele compara a sensação daquele dia a um “estado de choque” e descreve o clima do vestiário como um “luto” coletivo.
Ausência na era Tite
Em 2017, de volta ao São Paulo, Hernanes marcou nove gols e deu três assistências em 19 partidas, ajudando o clube a escapar do rebaixamento. O desempenho rendeu a terceira Bola de Prata da carreira, mas não foi suficiente para uma convocação de Tite. O ex-jogador considera que, aos 32 anos, estava “maduro e preparado” para retornar à seleção.


Imagem: Internet
Próximos compromissos do Brasil
• França (amistoso) – 26/03, 17h, em Boston (EUA)
• Croácia (amistoso) – 31/03, 21h, em local neutro
• Panamá (amistoso) – 31/05, horário a definir, em local neutro
Hernanes encerrou a entrevista afirmando que, apesar de altos e baixos, sente-se orgulhoso por ter representado o país em uma Olimpíada, em uma Copa do Mundo e em títulos como a Copa das Confederações.
