Lewis Hamilton conquistou sua primeira vitória com a Ferrari em Barcelona, 30 anos após Michael Schumacher fazer o mesmo. Os dois heptacampeões agora dividem esse marco histórico na pista catalã.


Mariana Becker analisa a primeira vitória de Lewis Hamilton pela Ferrari
Em junho de 1996, Michael Schumacher subiu ao topo do pódio do Circuito de Barcelona-Catalunha pela primeira vez com o macacão da Ferrari. A conquista foi a primeira de 72 representando o time de Maranello que, neste domingo, voltou a reinar na pista catalã. Exatos 30 anos depois, outro heptacampeão quem venceu em Barcelona: Lewis Hamilton.
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Michael Schumacher e Lewis Hamilton: primeiras vitórias com a Ferrari foi no Circuito de Barcelona-Catalunha
LAT Images/Joan Valls/Urbanandsport/NurPhoto via Getty Images
No GP de Barcelona-Catalunha deste domingo, Hamilton largou em segundo lugar, sua melhor posição inicial com a Ferrari. Ele seguiu boa parte do tempo na vice-liderança, atrás de George Russell. Porém, contou com a estratégia acertada de três pit stops da escuderia italiana e uma bandeira amarela causada por Fernando Alonso que o assegurou em primeiro até a bandeirada.
Essa foi a sétima conquista do inglês na pista catalã, superando as seis vitórias de Schumacher em Barcelona. O alemão, porém, venceu as provas batizadas de GP da Espanha; já Hamilton triunfou na edição inaugural do GP de Barcelona-Catalunha, criado para realocar o circuito após a transferência do GP da Espanha para o futuro Circuito Madring, na capital Madri.
Seguindo os passos de Schumacher, Hamilton foi o sétimo piloto campeão ou multicampeão a celebrar uma vitória inédita carregando o Cavallino Rampante no peito. Veja outras conquistas abaixo!
Histórico! Hamilton vence GP de Barcelona!
Giuseppe “Nino” Farina – GP da Alemanha de 1953
O histórico Circuito de Nurburgring foi palco da dominante vitória do italiano – o primeiro campeão da história da F1, três anos antes. Ele largou da terceira colocação na prova e chegou a perder a posição para Mike Hawthorne.
Na quarta volta, porém, a roda do líder Alberto Ascari se soltou e Juan Manuel Fangio assumiu a liderança. Não demorou até Farina superar ambos, no oitavo giro; o italiano cruzou a linha de chegada com surpreendente um minuto de vantagem sobre Fangio.
Nino Farina vence GP da Alemanha de 1953
Motor/LAT Images
Juan Manuel Fangio – GP da Argentina de 1956
Já tricampeão, Fangio migrou da Mercedes para a Ferrari depois que a equipe alemã deixou as pistas – consequência do gravíssimo acidente que matou 84 pessoas nas 24 Horas de Le Mans do ao anterior.
A bordo do carro usado adquirido pela Lancia, o D50, Fangio assegurou a pole correndo em casa, mas o carro quebrou no início da prova e o forçou a trocar de cockpit com o colega Luigi Musso na 22ª volta. Fangio despencou na classificação da prova, mas se recuperou até encostar no colega Stirling Moss: a ultrapassagem decisiva foi na 67ª volta, confirmando a vitória do argentino.
Fangio comemora a vitória no GP da Argentina de 1956
Getty Images
Alain Prost – GP do Brasil de 1990
Depois de 34 anos, um campeão voltou a vencer com a Ferrari: o retorno do Autódromo de Interlagos ao calendário da F1, substituindo o Circuito de Jacarepaguá, teve Alain Prost subindo ao topo do pódio. O Professor chegou àquele GP do Brasil já com três títulos na conta.
Era seu primeiro ano como piloto Ferrari: ele havia deixado a McLaren pela crescente rivalidade com Ayrton Senna no time. A dupla ainda digeria o polêmico fim da temporada passada, quando Senna foi desclassificado por cortar a chicane no GP do Japão e isso assegurou o tricampeonato de Prost.
A pole ficou com Senna, aclamado pelo público em resposta à polêmica em Suzuka; Prost ficou atrás de Gehrard Berger e Thierry Boutsen, mas não demorou a ascender ao terceiro lugar. Na 30ª volta, o francês recebeu a vice-liderança de bandeja graças a um erro no pit stop de Boutsen que quebrou sua asa dianteira.
Berger, Prost e Senna no pódio do GP do Brasil de 1990
Getty Images
No entanto, Senna acabou sofrendo um toque com o quase retardatário Satoru Nakajima e precisou ir para os boxes. Prost herdou a liderança à frente de Berger, e coquistou sua sexta vitória no Brasil em nove anos.
Michael Schumacher – GP da Espanha de 1996
Recém-saído da Benetton, o bicampeão Schumacher venceu debaixo de muita chuva em Barcelona. Ele largou em terceiro, atrás de Jacques Villeneuve e o favoritíssimo Damon Hill; na largada, caiu para nono lugar pelo mau tempo. Entretanto, as três ultrapassagens na primeira volta e os abandonos de vários pilotos nas duas voltas seguintes ajudaram o alemão.
Schumachi ascendeu à vice-liderança aproveitando uma escapada de Hill, que bateu mais tarde, e também superando Berger e Jean Alesi. Na 12ª volta, enfim alcançou Villeneuve, assumindo a liderança da corrida.
Michael Schumacher comemora vitória no GP do Espanha de 1996 com Jean Todt
Paul-Henri Cahier/Getty Images
A prova seguiu com muitos incidentes provocados pela chuva e falhas mecânicas; Schumi quase foi uma das baixas, devido a pane em dois dos cilindros de seu motor. Mas a vantagem de mais de 40s ajudou e o alemão venceu.
Fernando Alonso – GP do Bahrein de 2010
Em sua primeiríssima corrida representando a Ferrari, o espanhol venceu a etapa barenita com um traçado único, que ampliou a extensão do Circuito de Sakhir em 6,299 km e não voltou a ser repetido nas temporadas seguintes.
O bicampeão havia largado em terceiro lugar e, na abertura da prova, passou o colega de equipe Felipe Massa. No entanto, Vettel sofreu com um problema em seu exaustor e, na volta 34, não pôde impedir a ultrapassagem de Alonso – que já vinha reduzindo a desvantagem com relação ao rival.
Fernando Alonso comemora vitória em Sakhir, em 2010
Getty Images
Sebastian Vettel – GP da Malásia de 2015
Cinco anos depois, Vettel teve seu primeiro momento de glória vestindo vermelho, em sua temporada de estreia com a Ferrari. Na segunda corrida pelo time, o alemão faturou a primeira de 14 vitórias pela escuderia: classificado em segundo lugar atrás da Mercedes de Hamilton, apostou na gerência dos pneus frente à estratégia do rival, de um pit stop extra, sob o safety car da quebra de Marcus Ericsson.
Sebastian Vettel e Nico Rosberg no GP da Malásia de 2015
Getty Images
Apesar da alta abrasão da pista do Circuito de Sepang, Vettel parou só duas vezes na corrida, ao invés de três. O últmo stint do tetracampeão foi com pneus médios, que levaram a melhor na comparação com os compostos duros da Mercedes de Hamilton. Com isso, o alemão assegurou um triunfo tranquilo.
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