Após iniciar a temporada com um elenco majoritariamente formado por jogadores revelados na base, o Guarani adotou rota oposta e passou a investir em atletas experientes. A mudança de direção ganhou força depois da sequência negativa nos primeiros jogos da Série C, que chegou a colocar o time sob risco de rebaixamento.
O presidente Rômulo Amaro comprou a ideia de juventude apresentada pelo então técnico Maurício Souza e pelo executivo Rodrigo Pastana. Entretanto, os resultados ruins levaram a diretoria a utilizar parte do valor recebido na venda do volante Richard Rios — repassado pelo Palmeiras — para contratar nomes rodados e equilibrar o grupo. A reação quase resultou no acesso à Série B.
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Chegadas e saídas
No planejamento para a temporada de 2026, o clube passou a mirar atletas acima dos 30 anos e chegou a apostar em quarentões. Um dos exemplos foi o goleiro Fernando Miguel, que estava na reserva do Ceará. Contratado após o término da Série A, o arqueiro não teria condições físicas ideais por conta de uma lesão na perna que limita trabalhos mais intensos. Diante do cenário, dirigentes e jogador negociam a rescisão em comum acordo.
Outro reforço é o volante Ralf, de 39 anos. O atleta deixou o Vila Nova-GO depois de quatro temporadas. O clube goiano ofereceu renovação apenas para o Campeonato Goiano, a fim de acompanhar a recuperação do jogador, submetido a artroscopia em setembro. No Brinco de Ouro, ele recebeu proposta válida pelo menos até o fim de 2026.
A mudança de perfil — da aposta em jovens para a contratação de veteranos — marca a atual política de contratações do Guarani, que busca estabilidade técnica na Série C e planeja o futuro mirando o acesso à Série B.

