O Santos foi alvo de uma ação trabalhista movida pelo goleiro Thiago Parente, atualmente no sub-20 do Vasco. O atleta reivindica R$ 227 mil em indenizações pela desistência do clube paulista em firmar contrato válido até janeiro de 2028.
Valores reclamados
Na petição apresentada à Vara do Trabalho, Parente solicita R$ 127 mil por perdas e danos referentes à diferença salarial que teria em relação ao que recebe hoje no Vasco. Os R$ 100 mil restantes dizem respeito a dano moral, alegando exposição pública e prejuízo à imagem após a ruptura do acordo.
📖 Leia Também
Contrato incompleto
O jogador afirma que dois diretores santistas assinaram o documento, mas a ausência da rubrica de Daniel Pereira Alves impediu a conclusão do vínculo. Segundo o processo, Parente já havia se mudado para Santos, participado de grupo de mensagens do elenco sub-20 e sido apresentado na Vila Belmiro.
Notificações sem resposta
O advogado do goleiro declarou ter enviado notificações extrajudiciais ao Santos em mais de uma ocasião, sem retorno. De acordo com a ação, o clube avisou que não contaria mais com o atleta às 16h do último dia da janela de transferências. Dois dias depois, Parente soube que faltava a assinatura final para oficializar o contrato.
Posicionamento do clube
Procurado, o Santos informou que não se pronunciará porque ainda não foi notificado oficialmente nem teve acesso aos autos. Internamente, o episódio aumenta a pressão sobre o Comitê de Gestão; conselheiros já denunciaram Daniel Pereira Alves por ter dispensado o goleiro de forma considerada arbitrária. O tema está em análise na Comissão de Inquérito e Sindicância do clube.

