Na quarta-feira, o Haiti encerrou sua participação na Copa do Mundo com uma derrota de 4 a 2 para o Marrocos, marcando o adeus do goleiro Johny Placide à seleção. Com 38 anos, Placide anunciou sua aposentadoria da equipe nacional após o término do torneio, onde o Haiti não conseguiu pontuar na fase de grupos.
Placide, que atuou em 84 jogos pela seleção, sofreu 107 gols, mas conseguiu manter a rede invicta em 25 partidas. No confronto de despedida, ele fez 12 defesas, incluindo uma considerada difícil, diante de 21 finalizações do adversário. O momento foi carregado de emoção, especialmente durante o treino de terça-feira, quando o goleiro se despediu dos companheiros, que o acolheram com abraços e aplausos.
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Natural da França, filho de haitianos, Johny Placide começou sua trajetória no futebol aos 18 anos e fez sua estreia pelo Haiti no Pré-Olímpico de 2008, onde se destacou mesmo em uma derrota por 5 a 1 para o México. Sua performance chamou a atenção da seleção francesa sub-21, mas ele optou por defender o Haiti, tornando-se uma lenda do futebol caribenho.
“Meu objetivo sempre foi trazer alegria às pessoas que sofrem diariamente através do futebol. Esse é um poder extraordinário”, afirmou Placide em uma entrevista em 2025, refletindo sobre sua missão à frente da seleção. Ele liderou uma geração que conseguiu recolocar o Haiti no mapa do futebol mundial, participando da Copa do Mundo após 52 anos de ausência.
Na competição, a seleção haitiana enfrentou desafios difíceis, perdendo todos os três jogos: 1 a 0 para a Escócia, 3 a 0 para o Brasil e a já mencionada derrota para o Marrocos. A contribuição de Placide à equipe e sua liderança serão lembradas por muitos como um exemplo de dedicação e amor ao país.



