Vozinha, lenda de Cabo Verde, fez história na Copa ao empatar com a Espanha. O veterano goleiro viralizou e ganhou milhões de fãs em horas.
Vozinha, goleiro da seleção de Cabo Verde, teve um desempenho notável em seu primeiro jogo na Copa do Mundo, ao segurar um empate contra a forte equipe da Espanha. A partida, realizada nesta segunda-feira, 15 de junho, marcou um momento histórico para o atleta, que viu sua popularidade disparar nas redes sociais, passando de 50 mil para mais de 3 milhões de seguidores no Instagram em poucas horas.
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Com 40 anos, Josimar José Évora Dias, conhecido como Vozinha, é um dos goleiros mais experientes do torneio e um ícone em seu país. Ele é o segundo jogador com mais jogos pela seleção cabo-verdiana, totalizando 89 partidas, apenas atrás de Ryan Mendes, que soma 96. A carreira de Vozinha teve início no Batuque e passou por clubes como Progresso (Angola), AEL Limassol (Chipre), Gil Vicente (Portugal) e, atualmente, defende o Chaves na Liga Portuguesa 2.
O sucesso repentino do goleiro tem gerado questionamentos sobre as razões por trás de sua ascensão. Fábio Wolff, sócio-diretor da Wolff Sports e especialista em marketing esportivo, explica: “Há alguns anos, um atleta de uma seleção emergente dependeria quase exclusivamente da televisão tradicional para ganhar visibilidade. Hoje, uma transmissão digital com forte capacidade de engajamento pode gerar milhões de visualizações, aumentar seguidores e criar oportunidades comerciais que antes eram restritas a jogadores das grandes seleções.”
As mídias não-tradicionais, como a CazéTV, estão compreendendo que o torcedor moderno consome conteúdo de maneira diversa. “Enquanto assiste ao jogo na TV, ele comenta, compartilha e descobre histórias nas redes sociais em tempo real. O caso do goleiro Vozinha mostra exatamente isso: transformar uma grande atuação esportiva em uma narrativa capaz de mobilizar milhões de pessoas além dos 90 minutos”, complementa Wagner Leitzke, head de clubes do marketing digital da Agência End to End.
A Copa do Mundo também proporciona uma diversidade de histórias e descobertas, como as das seleções de Cabo Verde, Haiti e Curaçao. Apesar de seus atletas serem profissionais dedicados, muitos estão longe das cifras milionárias geralmente associadas aos jogadores da elite mundial. O ingresso desses países na Copa gera mobilizações únicas que podem alterar a percepção nacional sobre seu próprio valor.
“O negócio do futebol cresceu porque o amor por ele cresceu, e o primeiro não pode jamais se esquecer do segundo. Queremos partidas de alto nível, mas também queremos nos emocionar com quem disputa elas. A FIFA acertou. Novamente”, analisa Thiago Freitas, COO da Roc Nation Sports no Brasil.

