O paranaense Gabriel Casagrande encerrou a participação nas Speedweeks da NASCAR com três resultados entre os cinco primeiros colocados nos Pro Late Models disputados no New Smyrna Speedway, na Flórida. As provas aconteceram na semana que antecedeu a Daytona 500, realizada no último domingo.
Segundo o piloto, o período de adaptação ao oval de meia milha e ao carro foi curto. “Demorei dois treinos de 40 minutos para ficar confortável”, contou. Na primeira corrida, largou em quarto e recebeu a bandeirada em segundo, apesar de um incidente que o fez perder posições. Nas baterias seguintes, disputadas na quarta e quinta-feira, repetiu o segundo lugar e terminou em quarto, respectivamente.
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Casagrande destacou o nível do grid, reforçado por nomes conhecidos dos Estados Unidos, como Carson Hocevar e Ryan Preece. “Competi de igual para igual com pilotos muito fortes. A equipe elogiou meu trabalho e os patrocinadores ficaram satisfeitos”, afirmou.
O brasileiro agradeceu o apoio da NASCAR Brasil e dos dirigentes Carlos Col, Thiago Marques e Tom Dannemiller, responsáveis por viabilizar a participação. Para a temporada, o piloto já tem 24 compromissos confirmados – Stock Car, NASCAR Brasil e Porsche Cup Endurance – além da expectativa do nascimento da primeira filha, previsto para o meio do ano. Mesmo assim, pretende retornar às pistas norte-americanas sempre que possível.
Impressões sobre a Daytona 500
Casagrande acompanhou in loco a 68ª edição da Daytona 500, vencida por Tyler Reddick, e classificou o evento como o maior que já presenciou no automobilismo, superando até mesmo corridas de Fórmula 1. “A paixão dos americanos e a proximidade do público com carros e pilotos são impressionantes”, relatou.
Durante o fim de semana, o piloto participou do driver’s meeting e conversou com personalidades como Jim France, Ben Kennedy e o heptacampeão Jimmie Johnson. Apesar dos custos elevados para competir nos Estados Unidos, Casagrande mantém o objetivo de, no futuro, disputar provas no país.
