A seleção francesa de 2026 chega à sua terceira semifinal consecutiva de Copa do Mundo, igualando os feitos históricos da Alemanha (1982-1990) e do Brasil (1994-2002). A campanha da equipe comandada por Didier Deschamps tem sido impecável, com seis vitórias em seis jogos e 16 gols marcados, mantendo um aproveitamento de 100% até aqui. Esse desempenho coloca a França entre os favoritos ao título e reacende a discussão sobre seu lugar entre as maiores seleções de todos os tempos.
A base desse sucesso mistura continuidade técnica e renovação de elenco. Deschamps está no comando da seleção desde 2012 e, ao longo de 165 partidas oficiais e amistosas, tem sabido reformular a equipe. O trabalho de formação realizado em Clairefontaine, centro que sustenta a profundidade do elenco francês, é um dos pilares dessa evolução. Um exemplo disso é N’Golo Kanté, que, apesar de seu prestígio, não é titular absoluto nesta edição do torneio.
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Taticamente, a seleção de 2026 rompe com o pragmatismo defensivo que caracterizou o título de 2018. Deschamps opta por um ataque fluido, contando com a velocidade e habilidade de Kylian Mbappé, Ousmane Dembélé, Michael Olise e a dupla Désiré Doué-Bradley Barcola. A defesa, por sua vez, é formada por jogadores sólidos como Saliba, Koundé e Upamecano. Especialistas apontam que essa combinação de um meio-campo funcional, uma defesa robusta e um ataque poderoso aproxima a equipe atual das características da seleção de 2006, que também encantou pelo seu repertório ofensivo.
A campanha atual dialoga com grandes referências do futebol mundial, como o Brasil de Pelé em 1970, a Argentina de Maradona em 1986 e a Espanha de 2008-2012. A regularidade em edições seguidas e as marcas individuais estão sendo batidas em tempo real. Mbappé, por exemplo, já soma oito gols nesta edição, empatado com Lionel Messi na artilharia do torneio. Além disso, ele alcança a marca de 20 gols em Copas do Mundo, ficando a apenas um gol de Messi, que lidera a lista histórica com 21. Mbappé também se destaca como o maior artilheiro em jogos de mata-mata de Copas.
Outro atleta em destaque é Michael Olise, que ameaça quebrar um recorde de mais de 50 anos. Com cinco assistências no torneio, ele está apenas a um passe de igualar a marca de seis assistências estabelecida por Pelé durante a campanha do tricampeonato brasileiro em 1970.
“Times fortes se definem pelas conquistas, não pelo potencial”, ponderou Mbappé após a vitória sobre o Marrocos, ressaltando que a atual geração ainda não pode ser considerada a mais forte sem um título. Se a França confirmar seu favoritismo e conquistar o tricampeonato, a equipe de 2026 não apenas será lembrada como a melhor de sua história, mas também entrará para o debate sobre a maior dinastia da era moderna das Copas do Mundo.

