Com gol de Lucho Acosta após assistência de Soteldo, o Fluminense bateu o Vasco por 1 a 0 e chegou ao quarto lugar do Brasileiro, com 45 pontos. Marcão valorizou a vitória e destacou o foco jogo a jogo antes da ida contra o Platense.
O Fluminense derrotou o Vasco por 1 a 0, com gol de Lucho Acosta, que saiu do banco de reservas e marcou após assistência de Soteldo. O resultado deu ao clube a quarta colocação do Brasileirão, com 45 pontos, e ocorreu três dias antes do jogo de ida das quartas de final da Libertadores, contra o Platense.
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Em entrevista coletiva após a partida, o treinador valorizou a vitória no clássico e destacou o enfoque do time em disputar cada partida com intensidade para alcançar os objetivos ao final da temporada.
— Nosso desafio é jogo a jogo, é fazer o melhor em cada jogo e somando pontos. Lá no final, se der para a gente jogar, a gente vai lutar por isso. Sempre pelo Fluminense lutando lá em cima, buscando a melhor posição. Vamos jogo a jogo e com a certeza de fazer jogos bons. Lá no final a gente vê o que vai acontecer.
O técnico também analisou as escolhas táticas adotadas durante o confronto, explicando a movimentação de jogadores como Canobbio e as opções defensivas para controlar ataques do adversário.
— O Vasco colocou o Puma, o Canobbio fez uma grande partida tática… optamos o Arana para dobrar com o Renê, e colocamos o Canobbio por dentro para revezar com o Serna. Tem um lance que poderia ser do VAR, que o Adson segurou o Serna. O que a gente pensou foi em um Vasco mais aberto, pensando nas jogadas deles naquele momento.
Ao lembrar do caráter do clássico e do desempenho do adversário, o treinador ressaltou a importância de saber se defender em determinados momentos e de aproveitar as oportunidades ofensivas que surgiram.
— O clássico tem que ser dessa maneira. A posse ia mudar, em algum momento o Vasco ia tomar conta do jogo, o Fluminense ia tomar conta do jogo. A equipe adversária vem em um grande momento. Quando o momento fosse do Vasco, a gente tinha que saber se defender. Foi o que aconteceu no começo do jogo. Na hora que tinha oportunidade de atacar em gols, foi o que aconteceu. Vitória importante para que nosso torcedor esteja com nossos guerreiros na terça-feira.
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- Uso de Savarino: Em relação ao venezuelano, o treinador disse que o jogador é “mais um grande jogador” e que a comissão vai avaliando seu uso conforme as partidas, levando em conta funções táticas e possibilidade de atuar por dentro ou pelo lado.
— Mais um grande jogador. A gente vai avaliando conforme as partidas. Nesse jogo, por ter colocado o Arana, precisa de um jogador para uma função mais tática, como da outra vez a gente optou pelo Riquelme. Ele está treinando, e vamos colocá-lo por dentro ou pelo lado. A gente conta muito com ele.
- Thiago Silva: Sobre o veterano, o treinador explicou que houve opção por preservá-lo após um incômodo no joelho, citando o curto intervalo entre compromissos e a necessidade de evitar riscos.
— O Thiago (Silva) queria muito estar dentro. Ele também sentiu um incômodo no joelho, como Hércules e como Jemmes. Esse espaço e sábado para terça é muito curto e não podemos correr risco, com muitos jogos. Optamos por preservá-lo para que terça-feira ele possa estar limpo, 100%, para fazer uma grande partida. Mas a confiança é muito grande no grupo e no elenco que temos. Hoje Millán e Ignácio fizeram uma grande partida e quando a gente puder contar com o Thiago, estaremos contando com ele dentro ou fora de campo, e quando não der vamos usar os meninos que estão bem estruturados.
- Uso do Ganso: Sobre o meia, comentou variações táticas criadas para superar a pressão do Vasco e movimentações que permitiram ao jogador encontrar espaços no campo, especialmente ao final do primeiro tempo.
— Tínhamos algumas variações para sair dessa pressão inicial do Vasco. Tinha certeza que eles iam usar (a pressão), com time confiante e que veio de uma classificação importante. Criamos algumas alternativas, mas nossa equipe se apertou, e o Paulo (Ganso) vai tentando achar o espaço dele no campo. Só que foi o que aconteceu no final do primeiro tempo, com a mudança, com Canobbio e Soteldo invertendo o lado, e o Paulo começou a se aproximar mais, meio lado, onde o Vasco tem um pouco de espaço para que o adversário jogue. E foi ali que encontramos o modelo para chegar em uma segunda fase para agredir mais o Vasco o primeiro. MAs o começo do jogo foi muito difícil, onde tivemos que alongar mais e contar com o Hulk nesse pivozão. Eles arriscaram tudo. Foi uma mudança de jogo importante e desafiadora. Foi isso que os jogadores fizeram no primeiro tempo, mas no final do primeiro tempo acho que encaixamos um pouco o que queríamos. Organizamos algumas no intervalo e começamos o segundo tempo bem, com uma saída melhor, com Paulo e Martinelli, Nonato da mesma forma e o extrema começou a entrar, e então igualamos o jogo e tomamos conta do jeito que a gente gosta de jogar.
- Postura contra o Vasco: Sobre a atitude da equipe, avaliou que era necessário equilíbrio entre agressividade e organização para neutralizar a proposta adversária e manter o controle do jogo.
— Dito por vocês e avaliação interna todas as vezes que a gente enfrentou essa equipe do Vasco, a gente sabia que eles viriam num tom a mais, mais agressivo. Eles acham que ganham assim do Fluminense. A gente teve que ter um equilíbrio, jogar forte, jogar igual, agressivo. A gente entendeu no intervalo que o jogo não é esse. A gente tinha que ser agressivo sem a bola, mas fazer nosso jogo sem a bola. Voltamos mais equilibrados, mais organizados, e conseguimos fazer nossas jogadas. Só tenho a agradecer a esses guerreiros que entregaram tudo. Nossa torcida acreditou. Quando eles estão com essa sintonia, é muito difícil para nossa equipe ser batida. Esperamos levar isso para terça-feira.
O Fluminense agora terá o foco na partida de ida das quartas de final da Libertadores: na terça-feira, às 19h, o time recebe o Platense no Maracanã. O treinador ressaltou a confiança do grupo para o confronto e a intenção de manter o desempenho apresentado no clássico.



