O Fluminense viu ameaçado o sonho de conquistar a Libertadores em 2026 após o empate sem gols com o Independiente Rivadavia, no jogo de ida das oitavas de final. A partida, no Maracanã, evidenciou mais os problemas do time do que o próprio resultado.
Nos últimos oito jogos, somando Brasileirão e Copa do Brasil, o Fluminense acumulou sete empates e uma derrota. A sequência negativa expôs erros recorrentes, também visíveis na partida de terça-feira: um time que não encontra caminhos para atacar, perde a maioria das divididas, mantém a posse sem objetividade e desperdiça as poucas chances que cria.
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A responsabilidade pelo momento é compartilhada: o técnico Zubeldía não conseguiu fazer o grupo evoluir, os jogadores vêm rendendo abaixo do esperado e a diretoria falhou na montagem do elenco, já que os reforços não supriram as carências.
Diante do Independiente Rivadavia, o Fluminense teve a posse na maior parte do tempo, mas se mostrou incapaz de criar jogadas efetivas. A equipe circulava a bola de lateral a lateral em busca de espaços que não apareciam e, com pouca movimentação, acabava perdendo a bola e cedendo contra-ataques perigosos.
As tentativas de ataque foram frustradas por erros de passe, alguns simples demais para um time com a qualidade do Fluminense. O cenário refletiu nervosismo e falta de confiança, e o Independiente Rivadavia aproveitou para criar as melhores chances ao longo dos 90 minutos.
O empate pode ser considerado o resultado menos ruim possível. Sem as defesas importantes do goleiro Fábio e sem a ajuda de uma bola na trave, o Fluminense poderia ter saído de campo praticamente eliminado.
Ainda assim, a classificação não é impossível. Uma vitória simples na Argentina garantiria a vaga nas quartas de final — embora, diante do desempenho recente, esse cenário seja visto como improvável.



