Apresentados em Xerém, Richard Wendel e Andrey chegam como promessas e foram convocados para o Mundial sub-17 no Catar. Descritos como laterais ofensivos, citaram referências do clube e sonham subir ao elenco principal no ano que vem.
Richard Wendel e Andrey foram apresentados aos torcedores do Fluminense e aparecem como duas das principais joias das categorias de base convocadas para representar a seleção brasileira no Mundial sub-17, que acontece em novembro, no Catar. Em conversa no CT Vale das Laranjeiras, em Xerém, os jovens detalharam características de jogo, referências dentro do clube e o desejo de integrar o elenco profissional já no ano que vem.
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No perfil de jogo, Richard se descreveu como um lateral esquerdo mais ofensivo, com habilidade para pisar na área adversária e participar de jogadas de ataque. Andrey classificou-se como um volante mais tradicional, com foco em marcação e intensidade.
Richard Wendel
O Marcelo é um ídolo máximo desde quando eu cheguei no campo e escolhi atuar como lateral. Eu já olhava para ele com olhos diferentes. Até hoje assisto vídeos dele. É muito difícil fazer igual, porque ele é muito diferenciado (risos). Mas tenho essa idolatria por ele por também ser um cara que jogou no futsal, passou pelo clube, ganhou uma Libertadores e fez a história dele.
Andrey
Como nós, o Martinelli veio daqui de Xerém, então gosto muito da história dele. É um cara resiliente. Ter mais de 300 jogos no profissional do clube sendo um Moleque de Xerém não é para qualquer um. Ele é um ídolo e uma inspiração para nós. O André também. Já passou por Seleção… Por serem da minha posição, me inspiro neles.
O histórico de ambos no clube também foi tema da entrevista. Andrey chegou ao Fluminense em 2025, depois de passar pelo sub-15 do Nova Iguaçu e chamar atenção dos olheiros tricolores. A convocação para a seleção sub-17 reforça a percepção da comissão técnica sobre seu potencial e coloca o volante entre as principais promessas de Xerém.
Richard, por sua vez, está no Fluminense desde os quatro anos. Ex-praticante de lutas, contou que precisou optar entre o futebol e o jiu-jitsu quando recebeu o convite do clube. O jogador também passou pelo futsal até o sub-13 e afirmou ter criado uma ligação forte com a instituição.
Richard Wendel
Eu fazia futebol e jiu-jitsu. Quando o Flu me convidou, tive que escolher. Graças a Deus escolhi o futebol e sei que foi uma escolha certa. Passei pelo futsal até o sub-13 e fui muito feliz. Criei uma identidade muito forte com esse clube, sempre que posso estou no Maracanã torcendo. É o clube do meu coração também.
Além do Mundial sub-17, ambos manifestaram ambição de estrear no time profissional do Fluminense já no ano que vem e, se possível, disputar uma Libertadores com a torcida no Maracanã. O desejo foi expresso com ênfase e também com a expectativa de realizar a estreia lado a lado, como titulares.
Richard Wendel
Quero estrear no profissional do Fluminense, no Maracanã.
Andrey
Eu quero estrear no profissional também. Numa Libertadores, com Maracanã lotado. Nossa… E com o Richard! Se possível com os dois de titular. Seria bom (risos).
Sobre a rotina no clube e a ascensão rápida, os dois destacaram a importância do suporte institucional e familiar para manter o foco. Mencionaram o trabalho do técnico e a presença de profissionais de apoio, como a psicóloga do clube, como fatores que ajudam a equilibrar a pressão e a expectativa em torno da carreira.
Andrey
Eu falando não consigo transmitir a felicidade que eu tenho em vestir a camisa do Fluminense e representar a seleção brasileira. Aqui no clube as pessoas me ajudam com isso. A comissão, a Gabi (psicóloga), minha família… Me ajudam a ter a cabeça no lugar e não deixar de trabalhar. Se não fosse meu esforço eu não conquistaria tudo isso. Tenho que comemorar, mas tenho que ter a mente no lugar porque isso é só o início.
Richard Wendel
Muito importante o que ele disse sobre a Gabi, psicóloga. Ela é muito importante no nosso dia a dia. O Fluminense oferece o melhor para nós e isso é muito importante para mantermos a cabeça no lugar. Sendo jogador de futebol, sabemos que às vezes podemos deixar subir à cabeça sem nem perceber, então ter esse suporte é muito importante. Meus pais em casa também me ajudam com isso.
Os dois seguem focados na preparação para o Mundial sub-17, na expectativa de representar a seleção brasileira em novembro, no Catar, e de transformar as convocações em oportunidades concretas de ascensão ao elenco profissional do Fluminense.
Com informações de ge.

